O dia 5 de janeiro, na tradição tauromáquica portugueses, marcava simbolicamente o regresso da atividade após as festas de fim de ano. Em várias comunidades do Ribatejo e do Alentejo, era tempo de reabrir edifícios de tertúlias taurinas e de projectar a nova temporada.
Forcados, cavaleiros, ganadeiros e aficionados reuniam-se para fazer o balanço do ano anterior e traçar os primeiros planos para as corridas que vinham aí. A data funcionava como eixo de união entre participantes e entusiastas.
Além das reuniões, era comum abrir as ganadarias a amigos para visitas de campo. Observavam toiros que poderiam marcar presença nas praças meses depois, em encontros informais que influenciaram decisões em Lisboa, Santarém ou Évora.
Tradição e significado
A prática refletia um tempo em que janeiro era mês de sonhar a temporada. A tauromaquia era construída, sobretudo, na conversa, na memória e na paixão, muito antes de se consolidar nos cartéis oficiais.
As visitas de campo, os laços entre ganadarias e a aproximação entre forcados e cavaleiros reforçavam a memória coletiva. Histórias de corridas memoráveis ficaram associadas a praças históricas.
Em suma, a data simbolizava o despertar da temporada taurina, mantendo vivo o elo entre tradições locais e o planeamento das corridas que vinham.
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