O Benfica apresentou esclarecimentos sobre o projeto Benfica District, cujo sufrágio decorre este sábado, presencial e online. A conferência tratou de custo, financiamento, amortização e impactos nas contas do clube.
O âmbito do projeto envolve um investimento total de 220 milhões de euros, com financiamento privado a 15 anos. O estádio terá capacidade ampliada e incluirá pavilões, uma nova praça, um museu e, ainda, um teatro ligado ao conjunto arquitetónico.
A direção revelou que a receita bruta potencial do Benfica District se prende com cerca de 37 milhões de euros por ano, depois de custos diretos, o que permitirá amortizar o financiamento ao longo de 15 anos. O objetivo é tornar o conjunto autossustentável.
Financiamento e prazos
O responsável financeiro do clube detalhou que o montante global inclui 220 milhões de euros para a área externa do District e 75 milhões de euros para infraestruturas na Luz. O plano prevê pagamento do financiamento via receitas geradas pelo projeto.
Foi apresentada a ideia de manter a operacionalidade do estádio durante as obras, com adaptação de acessos e utilização de espaços temporários para museu, loja e serviços do clube. O projeto está em fase de validação com a Câmara de Lisboa.
A estrutura prevê alterações de loteamento e estudos de acessibilidade, ruído e mobilidade. Também está incluída a possibilidade de utilização de áreas com *safe standing* em pisos específicos, dependendo de avaliações técnicas.
Arena e ambições internacionais
Foi anunciada a construção de uma Arena com cerca de 10.000 lugares, situada junto aos pavilhões. Este espaço visa preparar o clube para eventos internacionais e, segundo a direção, lançar o Benfica District como motor de receitas estáveis.
Os responsáveis destacaram a ambição de competir pela NBA Europe, reconhecendo, no entanto, que os requisitos financeiros da liga são exigentes e contingentam a viabilidade de longo prazo. O objetivo é posicionar o clube para grandes eventos.
Perspetivas para o clube
O conjunto defende que o Benfica District não é apenas uma obra de infraestrutura, mas um passo estratégico para sustentar o orçamento do clube. A gestão reiterou que as receitas geradas devem cobrir o pagamento do projeto, sem comprometer o investimento no futebol ou noutras modalidades.
A direção assegurou que o projeto está bem definido do ponto de vista arquitetónico, com estudos de acessibilidade, ruído e impacto comunitário já concluídos. O próximo passo é apresentar detalhadamente o plano à Câmara de Lisboa e avançar para a fase seguinte em 2026.
Entre na conversa da comunidade