O Comité Olímpico de Portugal (COP) divulgou nesta quinta-feira uma mensagem de Ano Novo em que defende políticas que vão além do pódio e visem trazer estabilidade ao desporto nacional. Fernando Gomes, presidente do COP, reforçou a importância de parcerias entre Estado, autarquias, universidades, empresas, federações, clubes e sociedade.
O dirigente sublinhou que o desporto é um investimento coletivo e apontou a necessidade de contratos plurianuais com as federações. Estes acordos devem promover a saúde, prevenir doenças e oferecer vias profissionais a quem dedica a juventude ao desporto.
Gomes destacou conquistas de 2024 nos Mundiais de modalidades olímpicas — três ouros, duas pratas e três bronzes, em atletismo, canoagem, judo, surf e triatlo. Assinalou ainda o aumento de atletas no projeto olímpico, a transferência de 10 milhões de euros para Centros de Alto Rendimento e um incremento de 30% no financiamento à preparação olímpica.
Planos para 2026 e eventos
Para este ano, o COP aponta como marco os Jogos Milão-Cortina’26, Taranto’26 e Dakar’26, considerados momentos-chave para afirmar a capacidade de Portugal no desporto. O objetivo é percursos sustentados rumo a Los Angeles’2028 e Brisbane’2032, não resultados pontuais.
Fora da competição, o COP pretende reforçar o apoio às atividades regulares das federações com uma alteração na distribuição das verbas das apostas desportivas e avançar com a criação do Fundo de Desenvolvimento Desportivo. Entre os objetivos estão o aumento das bolsas de apoio, a reforma do Estatuto do Dirigente Desportivo e a alteração da Lei do Mecenato para beneficiar fiscalmente quem apoia atletas portugueses.
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