Jonas Vingegaard fez o balanço da temporada 2025 e respondeu às críticas ao estilo de competição da Visma, considerado calculado. O dinamarquês comentou no podcast oficial da equipa, Inside the Beehive, sobre a sua forma de correr.
O ciclista destacou que a equipa segue os instintos, não é composta por robôs, e que quando surge uma oportunidade forte, a prioridade é vencer. Admitiu que, em várias ocasiões, não é preciso ter um plano rígido, apenas capacidade de decisão.
Vingegaard recordou o duelo com Tadej Pogacar no Tour de France, onde terminou em segundo. Acreditou sempre poder vencer, mas reconheceu dias menos bons e, no final, considerou que Pogacar foi o mais acertado naquele momento.
Anglirú e a Vuelta: mudanças estratégicas
O percurso de 2025 terminou com a vitória na Vuelta a Espanha, após o confronto com João Almeida. O dinamarquês explicou que adoentou-se após o primeiro dia de descanso, o que o levou a adotar uma abordagem mais defensiva na última subida, no Angliru, onde Almeida o derrotou.
Relativamente à corrida em Espanha, o Angliru ficou marcado pela mudança de estratégia de última hora, passando de ofensiva a defensiva. Esta adaptação foi crucial para a conclusão da prova, numa etapa emblemática nas Astúrias.
Sobre os protestos que afetaram a última etapa de Madrid, a organização adiou a chegada final, levando a uma cerimónia de pódio improvisada junto aos hotéis das equipas. Vingegaard descreveu o momento como singular e próximo, com cuidados para evitar incidentes.
Para 2026, o ciclista confirmou uma motivação elevada e o desejo de manter o foco em novos objetivos, sem adiantar planos específicos.
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