Está desvendada a edição de 2026 da Vuelta a España, uma prova que se antecipa exigente e tecnológica. A meta final volta a mudar de cenário e será alcançada em Granada, na Alhambra, numa distância total de 3 200 km. João Almeida, de 25 anos, figura entre os candidatos à vitória, correndo entre 22 de agosto e 13 de setembro.
A edição seguinte terá o maior desnível de sempre, com mais de 58 mil metros de desnível positivo acumulado. O traçado combina dois contrarrelógios, sete etapas de alta montanha, quatro de média montanha e oito jornadas planas ou onduladas, prometendo grande dureza física.
Percurso e montanha
A apresentação ocorreu no Principado de Mónaco, com a presença do Príncipe Alberto II. O caminho inclui passagem por Font-Romeu, Manosque, Andorra e os Port d’Envalira, Beixalis, Coll d’Ordino e La Comella, num total de 104 quilómetros entre diversas montanhas.
A corrida entra em território espanhol com subida de Valdelinares, Aitana, Calar Alto, La Pandera, Peñas Blancas e a estreia do Collado del Alguacil, com rampas até 20%. A penúltima etapa na Sierra Nevada terá dupla passagem pelo Alto de Hazallanas.
Etapas-chave
Entre os finais de etapa, destacam-se o troço de 3,5 km de terra batida em El Bartolo, em Castellón, e dois contrarrelógios: um prólogo de 9 km no Mónaco e outro de 32,5 km entre El Puerto de Santa María e Jerez de la Frontera. Espera-se ainda uma meta final em subida na última jornada.
Considerações
A organização mantém a estratégia de ligação à Península Ibérica, repetindo o papel de ponte entre França e Espanha. A prova abre com a ideia de glamour em Mónaco e encerra com a mudança de cenário na Alhambra, marcando uma edição histórica pela dificuldade do traçado.
Declarações
O diretor técnico Fernando Escartín descreveu o trajeto como muito duro, com a montanha como protagonista desde o início. O Príncipe Alberto II expressou a honra de acolher a partida oficial da prova, destacando o objetivo de evidenciar o desporto de alto nível no principado.
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