O presidente do Comité Paralímpico de Portugal (CPP) afirmou, esta noite, que o país vive um novo tempo na visão política sobre o desporto. A declaração ocorreu na gala anual do CPP, em Lisboa, onde foram apresentadas as linhas-mestras do PNDD 2025-2036 aprovado em Conselho de Ministros.
O PNDD tem um horizonte de 12 anos e prevê 44 medidas, com um custo total de 130 milhões de euros. O montante já inclui 65 milhões do contrato-programa com o COP/CPP para o período 2024-2028, destinado a reforçar a preparação de atletas de elite.
Novo tempo e financiamento
Conforme anunciado, o Governo reforça verbas para a preparação olímpica e paralímpica. O financiamento para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2028 aumenta cerca de 30%, enquanto para os Jogos Surdolímpicos a subida anunciada é de 70%.
Na cerimónia que distinguiu atletas paralímpicos e surdolímpicos, a ministra da Cultura, Juventude e Desporto destacou a importância de apoiar quem já obteve resultados, ampliando apoios para evitar que alguém fique fora do desporto por falta de recursos.
Leila Marques recebeu a Ordem Paralímpica, a mais alta distinção do CPP, numa cerimónia que também o pôs em destaque. Marques é antiga nadadora paralímpica e foi recentemente eleita primeira vice-presidente do Comité Paralímpico Internacional (IPC).
Resultados recentes e reconhecimento
A ministra salientou os resultados nos Jogos Surdolímpicos Tóquio 2025, com seis medalhas e nove diplomas, considerados o melhor desempenho de Portugal em toda a história dos Jogos Surdolímpicos. O Governo afirma que o PNDD reforça a política desportiva de longo prazo e o compromisso com atletas de alto rendimento.
O presidente do CPP sublinhou que o investimento público, alinhado ao PNDD, pretende enfrentar os desafios futuros e consolidar o desporto como instrumento de inclusão e desempenho internacional, com foco em metas a 2028 e além.
Entre na conversa da comunidade