O Clube Atlético e Cultural (CAC) anunciou a possível desistência das competições nacionais de goalball, alegando um clima de tensão e tratamento desrespeitoso por parte da Associação Nacional de Desporto para Deficientes Visuais (ANDDVIS). A decisão surge após um episódio na Supertaça, quando um atleta inscrito foi impedido de participar. O CAC sustenta incoerência nos critérios aplicados e aponta para violação de regras, com desrespeito institucional.
Segundo o clube, a situação foi resolvida pela Federação Portuguesa de Desporto para Pessoas com Deficiência (FPDD), que garantiu o respeito pelos regulamentos. No entanto, o CAC afirma que seguiu apenas para ver-se confrontado com pressão interna e hostilidade durante os jogos, incluindo insultos e pressões em assembleias gerais.
A nota do CAC alega ainda que a ANDDVIS atua de forma «robotizada» e desumana, privilegiando bastidores para mudar inscrições em vez de assegurar classificação desportiva clara. O clube acusa a exclusão do 3.º classificado da época da Taça Ibérica e aponta para mudanças regulatórias contestadas, como a proibição de gravações, custos elevados de inscrições e o não apoio à candidatura de uma prova europeia em 2026.
Contexto e controvérsias regulatórias
O CAC mantém que as tensões decorrem de divergências com as alterações de regulamento aplicadas pela ANDDVIS, incluindo critérios de inscrição e procedimentos disciplinares. A associação é apontada como facilitadora de decisões consideradas incoerentes, segundo o clube, que diz defender a integridade e o desenvolvimento do goalball em Portugal.
Desdobramentos para a modalidade
A posição do CAC coloca em alto relevo o debate sobre governança e transparência nas entidades que regulam o desporto para deficientes visuais. Até o momento, não houve confirmação de novas participações em competições nacionais, enquanto se aguardam esclarecimentos oficiais sobre a participação na Taça Ibérica e futuras alterações regulatórias.
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