O Governo apresentou o Plano Nacional de Desenvolvimento Desportivo, com 44 medidas e um orçamento perto de 130 milhões de euros, para um horizonte de 12 anos e três ciclos olímpicos. O anúncio foi feito pelo primeiro-ministro Luís Montenegro, com base num documento que reuniu 120 entidades e cerca de 30 personalidades do ecossistema desportivo.
O plano organiza as medidas em seis pilares estratégicos: Desporto no Contexto Educativo, na Sociedade, na Formação e Alto Rendimento, nas Instalações Desportivas, nas Políticas e Governança e no Financiamento. O objetivo é transformar Portugal num país mais ativo e saudável, promovendo o exercício físico entre todas as gerações.
Estrutura e financiamento
A requalificação de infraestruturas recebe 19,3 milhões de euros, num total de 48,3 milhões de investimento, destinando-se a 39,9% do montante. O CAR do Jamor, em Oeiras, é o foco central para a conceção de um ecossistema desportivo integrado. Para os restantes 12 centros, estão previstos 10 milhões.
Formação de docentes surge com 29,2 milhões, para educadores de infância e professores do 1º ciclo, reconhecendo o impacto da prática física na escola. O desporto feminino fica com 7 milhões; o Centro de Inovação e Desenvolvimento Paralímpico recebe 5 milhões.
O pacote olímpico contempla 30 milhões para o Programa Olímpico e 30 milhões para o Paralímpico, com 12 milhões para o Surdolímpico. As verbas devem ser transferidas até ao final de 2025, com aumentos previstos para fases futuras.
Contexto e perspetivas
O plano sucede a anos de ajustes orçamentais, incluindo um recorde de investimento anunciado pelo Governo após a receção de atletas, e reforça o compromisso com uma política de desporto de longo prazo. A proposta aponta para avanços na preparação de atletas e na participação de comunidades na prática desportiva.
Entre na conversa da comunidade