Jamie Murray, tenista britânico especialista em pares, participou no Web Summit para falar sobre a sua carreira e as perspetivas futuras do desporto. Em 39 anos, destacou a influência da mãe Judy Murray na sua formação, a experiência de jogar com o irmão Andy Murray na Taça Davis e o papel crescente da inteligência artificial (IA) no desporto.
O pioneiro do circuito mundial lembra que a mãe foi uma treinadora decisiva desde a infância, preparando-o e o irmão para a alta competição. Também recorda os duelos pela Taça Davis com Andy, em que a dupla atuou em ataques emocionais, principalmente na Escócia, onde o apoio foi intenso.
Jamie funciona hoje como diretor de torneios no ATP 500, um dos eventos mais prestigiados da série. O diretor descreve o ambiente de competição como extremamente exigente, destacando a importância da química entre os parceiros de dupla e da disciplina para enfrentar pressões.
Sobre a IA no desporto, o antigo jogador afirma que a tecnologia pode monitorizar sinais vitais, qualidade de sono e estados físicos para identificar riscos de lesão e otimizar treinos. Apesar disso, ressalva que o jogo continua a depender do sentimento e do empenho pessoal.
Para os jovens, Jamie deixa um alerta: não se deixem dominar pelos resultados imediatos. O foco deve ser desenvolver o jogo e a forma física, mantendo a consistência para competir em nível internacional ao longo da carreira.
Entre anedotas de carreira, o tenista recorda que jogou mais de mil encontros e que as derrotas ajudam a moldar a resiliência necessária para alcançar o topo do ténis de pares. Assistiu à evolução tecnológica como aliada, sem perder o entusiasmo pelo desporto.
Texto de André Sousa, edição de Diogo Pombo.
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