Miguel Oliveira fechou a sua presença no MotoGP em Valência, terminando a derradeira corrida da temporada 2025 em 11.º lugar. Depois de sete anos na categoria rainha, a atuação ficou marcada mais pelo momento de despedida do que pela posição final, numa prova disputada no circuito Ricardo Tormo. O piloto português da Prima Pramac Yamaha descreveu a corrida como positiva, com arranque limpo e ritmo consistente, antes de encerrar o campeonato ao 20.º posto, com 43 pontos.
Ao longo da prova, Oliveira mostrou consistência nas ultrapassagens e na recuperação de posições, ainda que não tenha visto o pódio. A vitória ficou com Marco Bezzecchi, seguido de Raúl Fernández e Fábio Di Giannantonio, mas o momento que ficou gravado ocorreu fora da pista: um burnout simbólico à saída da box da equipa, riscando o asfalto com a roda traseira e deixando a borracha a arder como assinatura de encerramento.
Despedida e futuro
No balanço da temporada, Oliveira terminou 2025 no 20.º lugar da geral. A) 43 pontos refletem uma campanha marcada por ajustes, quedas e lesões que afectaram o desempenho. A hipótese de continuar no MotoGP para 2026 permanece em aberto, com o piloto a considerar novas oportunidades, incluindo o WorldSBK, onde poderá levar consigo a garra e o instinto de corrida que o distinguem.
Miguel Oliveira estreou-se no MotoGP em 2011, na 125cc, e ascendeu até ao topo com vitórias e títulos em várias provas globais. O futuro aponta, assim, para um novo capítulo, mantendo a possibilidade de manter a presença em alto nível, seja na categoria máxima ou noutra disciplina de velocidade.
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