- A CCDR Centro tem 18 mil candidaturas para reconstrução de casas, mas a maioria ainda não foi aberta por falta de mão de obra.
- O presidente Ribau Esteves revelou que cerca de 200 candidaturas já tiveram pagamento, valor considerado objetivamente baixo.
- Trabalhadores iniciaram há duas semanas e a plataforma tem melhorado a gestão de omissões; quando as candidaturas forem validadas, os pagamentos devem ocorrer rapidamente.
- Há concentração de trabalho em seis concelhos — Leiria, Pombal, Marinha Grande, Batalha e Sertã — que representam oitenta por cento das candidaturas.
- A reunião em Coimbra teve a presença do ministro da Economia e Coesão Territorial; a ANMP aguarda melhoria nos processos de validação para aumentar o número de beneficiados.
O atraso na abertura de candidaturas para a reconstrução de habitações na região Centro está a suscitar críticas à capacidade de processamento. A CCDR Centro anunciou que a generalidade das 18 mil candidaturas ainda não foi aberta por falta de mão de obra disponível.
O presidente da CCDRC, Ribau Esteves, afirmou que pouco dinheiro já foi gasto: apenas cerca de 200 candidaturas já estão pagas, o que revela uma dimensão pequena face ao volume total. A declaração foi feita após uma reunião em Coimbra com o ministro da Economia e Coesão Territorial.
Ponto-chave
Neve a terminar de validar, o processamento poderá tornar-se mais rápido. Ribau Esteves garantiu que, assim que as candidaturas estiverem finalizadas, o pagamento deve ocorrer de forma rápida, porque o montante está disponível.
Avanços na validação
O dirigente indicou que há trabalho concentrado em seis concelhos — Leiria, Pombal, Marinha Grande, Batalha e Sertã —, que representam 80% das candidaturas já recebidas. Vai ser necessária uma forte mobilização de recursos humanos para acelerar a produção de decisões.
Contexto de apoio
Pedro Pimpão, presidente da ANMP e da Câmara de Pombal, sublinhou que a validação está a ganhar velocidade e que mais beneficiários deverão surgir nas próximas semanas. A cooperação entre municípios é apontada como fator-chave.
Contexto mais amplo
A reunião em Coimbra contou com a presença de representantes da CCDR Centro, da CCDR Lisboa e Vale do Tejo, da ANMP, da Estrutura de Missão e das Comunidades Intermunicipais do Centro e de Lisboa e Vale do Tejo. O objetivo foi definir apoios a famílias e empresas afetadas pelas tempestades ocorridas entre janeiro e fevereiro.
Tragédia e impacto
Até ao momento, pelo menos 19 pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro, devido às depressões Kristin, Leonardo e Marta. O território continental sofreu danos significativos, com milhares de casas, empresas e infraestruturas destruídas ou danificadas.
Regiões mais afetadas
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais atingidas, com impactos de grande dimensão em habitação, serviços e economia local. O governo tem coordenado respostas para reconstrução e apoio às famílias e negócios afectados.
Entre na conversa da comunidade