- O presidente da Câmara de Leiria pediu ao Governo que o PTRR seja transparente e proporcional, durante a apresentação de prejuízos no Castelo de Leiria.
- Disse ainda que há 150 milhões de euros disponíveis na Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, que poderão ser distribuídos aos municípios, possivelmente como adiantamento.
- O município tem um orçamento de cerca de 180 milhões de euros, uma capacidade de endividamento bancário de 115 milhões e uma dívida atual de 7 milhões.
- O autarca afirmou que o peso dos estragos supera o orçamento do município e que o Estado deveria distribuir rapidamente parte dos montantes para reforçar a intervenção e pagar dívidas recentes.
- Os prejuízos totais com o mau tempo são estimados em 1.000 milhões de euros, com custos de 243 milhões de euros em equipamentos municipais, do Estado e vias rodoviárias.
O presidente da Câmara de Leiria pediu ao Governo que o processo PTRR (Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência) seja conduzido com total transparência e com uma gestão que assegure proporcionalidade face aos prejuízos. A requisição foi feita durante a apresentação de crescente lista de danos no Castelo de Leiria.
Gonçalo Lopes afirmou que o PTRR é um grande desafio e deve contemplar critérios claros, objetivos e uma adequada ponderação entre territórios, de forma proporcional. O autarca respondeu a perguntas sobre o momento de acesso aos apoios, indicando que há 150 milhões de euros disponíveis na CCDR Centro, ainda por distribuir aos municípios.
O município de Leiria tem orçamento na casa dos 180 milhões de euros e capacidade de endividamento bancário de cerca de 115 milhões. Lopes sublinhou que a dívida corrente da câmara é de 7 milhões e apelou a uma distribuição rápida de verbas pelas autarquias para reforçar a capacidade de intervenção e pagamento de dívidas recentes.
A notícia também detalha que o peso dos estragos ultrapassa o orçamento municipal, com impactos em investimentos planeados para o ano, e que o município manteve ações operacionais durante as semanas de emergência. As autoridades locais indicaram que os prejuízos totais tanto a equipamentos municipais como a vias rodoviárias atingem cerca de 243 milhões de euros.
Gonçalo Lopes explicou que os custos estimados englobam reposição de infraestruturas públicas e de equipamentos de responsabilidade municipal, bem como de instituições sociais, património religioso e infraestruturas do Estado no território.
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