- O Flood Hub da Google passa a incluir mapas de histórico de inundação e uma visão de bacia hidrográfica para prever cheias com maior rigor.
- A atualização permite ver o histórico de inundações por região e identifica zonas de risco mesmo quando não há cheia activa.
- A nova visão de bacia mostra como uma previsão de cheia num ponto pode propagar-se ao longo de toda a bacia hidrográfica.
- Os modelos combinam inteligência artificial e imagens de satélite, com alertas até sete dias antes da ocorrência de uma cheia; a plataforma é pública e actualizada diariamente.
- As inovações foram desenvolvidas em parceria com GiveDirectly e o International Rescue Committee, com indicações de áreas prováveis de inundações em várias regiões de Portugal e alertas graves em zonas específicas.
O Flood Hub da Google ganhou novas funcionalidades para prever cheias, numa altura em que Portugal enfrenta as depressões Kristin e Leonardo. A empresa de Mountain View explica que as atualizações visam tornar os modelos hidrológicos mais acessíveis e úteis para autoridades e equipes de resposta a emergências.
A primeira novidade permite visualizar o histórico de inundações por região. Até aqui, a plataforma privilegiava dados em tempo real; agora aparecem mapas de alta resolução que identificam zonas de risco com base em eventos passados, mesmo sem haver uma cheia ativa. A ferramenta facilita o planeamento preventivo e a gestão de riscos.
Outra melhoria é a visão de bacia, que mostra como uma previsão de cheia pode propagar-se ao longo de uma bacia hidrográfica, não respeitando fronteiras administrativas. Assim, a informação ajuda a compreender impactos para além de áreas nacionais, considerando fluxos entre Espanha e Portugal.
Segundo a Google, a combinação de inteligência artificial com imagens de satélite permite emitir alertas até sete dias antes de uma ocorrência relevante. O objetivo é disponibilizar previsões oportunas para proteger bens essenciais e reduzir perdas.
O Flood Hub continua público e gratuito, com dados atualizados diariamente. O lançamento ocorreu em parceria com organizações como GiveDirectly e o International Rescue Committee, que utilizam os dados para acionar ajuda antecipada, incluindo apoio financeiro e logístico.
Regionalmente, as previsões sinalizam zonas com maior probabilidade de inundações urbanas rápidas em áreas como Lisboa, Setúbal, Santarém, Coimbra, Viseu, o Algarve e partes da costa norte. Também foram apontados alertas para inundações fluviais graves ou extremas.
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