- O incêndio no bar Le Constellation, em Crans-Montana, deixou quarenta mortos e 116 feridos; a investigação foca nos proprietários, Jessica Moretti e Jacques Moretti, por homicídio involuntário, negligência e ofensas aos clientes.
- Jessica Moretti terá saído do bar com o dinheiro da caixa e apagou as contas de redes sociais na noite do sinistro, segundo oTimes of London.
- Vídeos de clientes e imagens de videovigilância estão a ser usados para tentar reconstruir o sucedido e apurar responsabilidades do casal francês, proprietário do espaço.
- As autoridades verificam se as normas de segurança foram cumpridas nas obras de 2015 e se havia acessos a saídas de emergência e extintores; inspeções de segurança não ocorreram desde 2019.
- Uma simulação aponta que o fogo atingiu 1.200 graus e, sem oxigénio, desceu para 600 graus; estima-se que tenham sido 140 segundos até ser possível evacuar. A única vítima mortal foi a portuguesa Fany Pinheiro Magalhães, de 22 anos.
O incêndio que vitimou 40 pessoas e feriu 116 na passagem de Ano Novo ocorreu no bar Le Constellation, em Crans-Montana, Suíça. A investigação aponta para possíveis irregularidades de segurança e aponta responsabilidades prováveis de gestão do espaço.
Jessica Moretti, proprietária e gerente do bar, e o marido Jacques, que não estava presente na noite do incidente, estão sob investigação por homicídio involuntário, negligência e ofensas aos clientes feridos. O casal também é alvo de averiguações sobre o uso de recursos da caixa do estabelecimento.
Segundo o Times of London, citando o advogado de algumas das vítimas, Romais Jordan, as redes sociais do bar teriam sido apagadas na noite do incêndio, quando ainda havia emergências em curso. Vídeos disponíveis nesses canais podem integrar a investigação.
Investigações e fações técnicas
As autoridades reconstituem, com vídeos de clientes e imagens de videovigilância, os passos de como o fogo se propagou naquela noite. O foco está em normas de segurança, obras de 2015 e acesso às saídas de emergência e extintores.
Os bombeiros e peritos analisam se houve falhas de inspeção desde 2019, conforme reconhecido pela Câmara Municipal de Crans-Montana. A investigação considera ainda causas prováveis ligadas ao uso de champanhe com foguetes de festa e à espuma de isolamento no teto.
Vítima confirmada
A única vítima mortal foi a portuguesa Fany Pinheiro Magalhães, 22 anos, natural de Santa Maria da Feira. Professora recém-formada, residia em Crans-Montana. O carro da jovem ficou destruído pelo fogo junto ao bar, e o telemóvel permanece incontactável.
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