- Desde 1 de outubro até quarta-feira, 7 de janeiro, a época das chuvas em Moçambique deixou 85 mortos, 70 feridos e afetou 105.126 pessoas, com ventos fortes, chuvas intensas e inundações.
- Foram afetadas 20.749 famílias; 9.851 casas ficaram total ou parcialmente destruídas e 8.969 inundadas, além de 13 unidades hospitalares e 39 casas de culto afetadas.
- No ensino, 42.606 alunos, 688 professores, 312 salas de aula, 122 escolas e 27 blocos administrativos foram impactados; na agricultura, mais de 6.400 hectares foram afetados, 17,69 hectares perdidos e 2.866 agricultores afetados.
- Entre os impactos, morreram 832 animais; 86 postes de energia tombaram e 20 quilómetros de estrada foram afetados.
- Até agora foram abertos 15 centros de acomodação, dos quais 4 continuam ativos, acolhendo 4.303 pessoas.
O balanço inicial da temporada de chuvas em Moçambique aponta para 85 mortes, 70 feridos e 105.126 pessoas afetadas desde outubro, segundo o Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD). Entre 1 de outubro e 7 de janeiro, registaram-se ventos fortes, chuvas intensas, descargas elétricas e cheias que descreveram um quadro de danos generalizados.
Região por região, o mau tempo provocou o desabamento de 9.851 casas total ou parcialmente e 8.969 situações de inundação. Também foram afetadas 13 unidades hospitalares e 39 casas de culto, segundo o INGD. No setor educativo, 42.606 alunos, 688 docentes, 312 salas de aula, 122 escolas e 27 blocos administrativos foram impactados.
Impacto por setor
Na agricultura, mais de 6.400 hectares de áreas de cultivo sofreram danos, com 17,69 hectares efetivamente perdidos, afetando 2.866 agricultores. Em termos de fauna e infraestrutura, morreram pelo menos 832 animais; 86 postes de energia tombaram e 20 quilómetros de estradas ficaram danificados.
Ao longo da época chuvosa, que se estende até abril, foram abertos 15 centros de acolhimento, dos quais 11 encerraram e quatro permanecem ativos, acolhendo 4.303 pessoas no total.
Contexto e perspetivas
Moçambique enfrenta ciclicamente inundações e ciclones tropicais durante a época das chuvas, com a partir de choques climáticos que agravam secas severas. Entre 2024 e 2025, os ciclones Chido, Dikeledi e Jude causaram 313 mortes, feriram 1.255 pessoas e afetaram mais de 1,8 milhões. Entre 2019 e 2023, os eventos extremos deixaram 1.016 mortos e atingiram cerca de 4,9 milhões de pessoas.
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