- Câmara de Leiria aprovou, esta segunda-feira, um empréstimo de 25 milhões de euros para financiar a recuperação após o mau tempo Kristin e investir em escolas, saúde, estradas e economia.
- O município regista prejuízos de 193,4 milhões de euros no património municipal, provocados pela depressão Kristin a 28 de janeiro.
- O empréstimo tem prazo de 15 anos, com três anos de carência, taxa Euribor a seis meses e possibilidade de amortização antecipada sem penalização.
- Estão previstas obras nas escolas da Maceira e de Colmeias, intervenção no Centro de Saúde Gorjão Henriques, estaleiro municipal, bem como investimentos na economia, incluindo a 2.ª fase do Parque Empresarial de Monte Redondo e o espaço de trabalho partilhado no antigo edifício da EDP.
- A oposição criticou a decisão, defendendo que devia ser esgotado o saldo de gerência de 41 milhões de euros antes de recorrer a mais financiamento; o presidente afirmou que 25 milhões é uma gota para não paralisar a recuperação e que a medida é estratégica.
A Câmara de Leiria aprovou um empréstimo de 25 milhões de euros para financiar a recuperação após o mau tempo e para investimentos estruturantes em áreas como escolas, saúde, vias e economia. A decisão foi tomada numa reunião extraordinária, liderada pelo presidente Gonçalo Lopes.
O objetivo é cobrir prejuízos no património municipal estimados em 193,4 milhões de euros provocados pela depressão Kristin em 28 de janeiro. O empréstimo visa recuperar infraestruturas afetadas e manter a estratégia de desenvolvimento do concelho.
O montante pedido tem carência de três anos e prazo de reembolso de 15, com taxa Euribor a seis meses. O município já tem 7 milhões de euros de endividamento bancário, distribuídos por dois empréstimos, sendo o mais longo amortizado até 2032.
Entre as obras destacadas estão as escolas da Maceira e de Colmeias, danificadas pelo temporal. Também se prevê reforçar a economia com a 2.ª fase do Parque Empresarial de Monte Redondo e um espaço de coworking no antigo edifício da EDP, em Leiria.
A intervenção abrange ainda o Centro de Saúde Gorjão Henriques, na sede do concelho, o estaleiro municipal na antiga Exelis e várias estradas. A autarquia afirma que o empréstimo é uma resposta imediata e estratégica.
Opiniões divergentes surgiram no grupo parlamentar. O PSD questionou o saldo de gerência de 41 milhões de euros registado em janeiro, sugerindo utilizar recursos disponíveis antes de recorrer a financiamento externo. O Chega também criticou a decisão.
Gonçalo Lopes lembrou que a reconstrução não se faz com adiamento de financiamento e que o montante não seria suficiente para reerguer a cidade rapidamente. Caso surjam apoios, o empréstimo pode ser amortizado antecipadamente.
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