- Na freguesia mais afetada de Leiria, apenas duas pessoas de 400 receberam apoio para reconstrução.
- Ermelinda Rainho, de 69 anos, volta todos os dias à casa danificada, com mofo, humidade e água a pingar.
- O telhado foi arrancado pelo vento na madrugada de 28 de janeiro, durante a depressão Kristin.
- A escassez de apoios alimenta a sensação de desespero entre os residentes, com pouca esperança de ajuda adicional.
Pouco depois da tempestade Kristin, que ocorreu na madrugada de 28 de janeiro, o telhado de uma casa em Souto da Carpalhosa, Leiria, foi arrancado pelo vento. A freguesia de S. Miguel ficou entre as mais afetadas.
A residência de Ermelinda Rainho, de 69 anos, ficou com humidade e bolor no interior. O cheiro a mofo invade vários compartimentos, com pingos de água a cair do teto mesmo em dias sem chuva.
À medida que o tempo passa, milhares de pessoas perdem a esperança de receber apoios para reconstrução. Na freguesia mais afetada de Leiria, apenas duas pessoas de um universo de 400 foram apoiadas.
Ermelinda voltou diariamente para casa, onde reside com uma filha. A aposentação precoce por questões de saúde vem agravar a incerteza sobre a recuperação da habitação afetada pelo temporal.
A demora na chegada de ajudas e a reduzida cobertura de apoio deixam muitos residentes em situação precária, sem planeamento claro para reconstrução das casas danificadas pela intempérie.
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