- Mais de 900 crianças enfrentam fome e doenças devido às cheias em Maganja da Costa, no centro de Moçambique, que afetaram 5.000 pessoas e deixaram casas submersas.
- Destas, 936 crianças desalojadas ficam expostas à fome, doenças e interrupção escolar; mulheres e idosos também perdem abrigo e enfrentam insegurança alimentar.
- O acesso às localidades permanece via canoas devido ao isolamento causado pela subida das águas, com necessidade urgente de intervenção em saúde, água, saneamento e higiene.
- Segundo o Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres, houve 11 mortos e 1.271 afetados em Nampula desde outubro; 163 casas destruídas total ou parcialmente desde 1 de outubro.
- A época chuvosa 2025-2026 afetou 19 escolas e 8.773 alunos; as autoridades ativaram, em 28 de dezembro, ações de antevisão às cheias.
Mais de 900 crianças enfrentam fome e doenças após cheias no centro de Moçambique. As inundações atingiram o distrito da Maganja da Costa, na Zambézia, afetando 5.000 pessoas e deixando casas submersas. A informação é da World Vision Moçambique (WV-Moc).
A ONG afirma que 936 crianças desalojadas estão expostas a fome, doenças e interrupção escolar. Mulheres e idosos também perdem abrigo e enfrentam insegurança alimentar, num cenário de destruição de meios de subsistência.
O acesso às localidades do distrito continua dificultado e só é possível por via de canoas, devido ao isolamento provocado pela subida das águas. A WV-Moc apela a intervenção urgente em saúde, água, saneamento e higiene para evitar surtos epidémicos.
Dados oficiais sobre a situação
O Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) indicou, na sexta-feira, 11 mortos e 1.271 pessoas afetadas pelo mau tempo desde outubro, em Nampula, envolvendo 253 famílias. De 1 de outubro a 1 de janeiro, 163 casas ficaram destruídas total ou parcialmente.
A época chuvosa 2025-2026 também afetou 19 escolas e 8.773 alunos, segundo o INGD. As autoridades moçambicanas ativaram, a 28 de dezembro, ações de antecipação às cheias para cinco províncias do centro e norte.
As cheias ocorrem num país que enfrenta impactos climáticos, com Moçambique já registando ciclones e inundações repetidas nas últimas temporadas. O presidente referiu, em dezembro, mortes, feridos e milhões de afetados por ciclones ocorridos anteriormente.
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