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Defesa territorial alemã protege gasodutos e centrais de drones

Divisão de Defesa Territorial da Bundeswehr passa a guardar infraestruturas críticas, travar drones e escoltar transportes militares, em resposta a ameaças híbridas

Soldados em formatura na cerimónia solene de integração das forças de defesa territorial no Exército e de juramento de bandeira, em Berlim, 14.03.2025
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  • A Alemanha criou a Divisão de Defesa Territorial da Bundeswehr, encarregue de proteger infraestruturas críticas, travar drones e escoltar transportes militares dentro do país.
  • Desde 2025, os regimentos de defesa territorial foram reunidos nesta divisão, que deverá ter cerca de 6.000 militares a médio prazo.
  • A divisão está ligada ao Plano de Operações da Alemanha (OPLAN DEU), um documento secreto de cerca de 1.200 páginas que será aplicado com grande urgência.
  • O foco é responder a ameaças híbridas, como sabotagem, espionagem, ciberataques e interferência de drones, com atuação sobretudo no território alemão.
  • A estrutura funciona como elo entre defesa militar e gestão civil de crises, recorrendo fortemente a reservistas para apoiar autoridades civis em situações de crise ou desastres.

Desde 2025, a Bundeswehr reorganizou os regimentos de defesa territorial na nova Divisão de Defesa Territorial, com o objetivo de proteger infraestruturas críticas e orientar operações dentro do país. A médio prazo, estima-se a integração de cerca de 6 000 militares nessa divisão.

Ao contrário das forças de combate convencionais, a defesa territorial foca-se em missões internas, incluindo a proteção de redes energéticas, portos, linhas ferroviárias e instalações militares. O planeamento da divisão está ligado ao Plano de Operações da Alemanha (OPLAN DEU).

Segundo o Wall Street Journal, o OPLAN DEU é um documento secreto, com cerca de 1 200 páginas, desenvolvido na caserna Julius-Leber, em Berlim, há cerca de dois anos e meio, que deverá ser implementado com urgência.

Contexto estratégico

A criação da divisão reflete a percepção de ameaças híbridas, como sabotagem, espionagem e ciberataques, que ganharam relevo perante drones e campanhas de desinformação. O ministro da Defesa, Boris Pistorius, afirmou que a Alemanha não está em guerra, mas enfrenta riscos híbridos.

O inspetor do Comando Ciber e de Informação destacou a amplitude destas ameaças, que passam pela influência, espionagem, ciberataques e interferências eletromagnéticas. A defesa contra estas ações passa pela proteção de infraestruturas críticas no território nacional.

Defesa contra drones

A atenção a drones tem aumentado, já que esses aparelhos podem vigi ar instalações militares e infraestruturas estratégicas. A Bundeswehr tem vindo a desenvolver sistemas de contramedidas contra aeronaves não tripuladas, com sensores e jammers para interromper ligações entre drone e controlo.

A divisão especializa-se no encaminhamento de operações dentro da Alemanha, protegendo nós logísticos decisivos para a deslocação de tropas e material da NATO, em cenários de crise.

Integração com a gestão civil

A Divisão de Defesa Territorial funciona como elo entre defesa militar e gestão de crises civis. Parte significativa das suas forças é constituída por reservistas regionais, treinados para acelerar a mobilização em situações de emergência.

Este modelo representa uma mudança de enfoque na política de segurança alemã, enfatizando a proteção do território nacional como complemento à defesa das fronteiras externas e ao suporte às autoridades civis. A analogia com modelos da NATO, incluindo a Polónia, é apontada como referência.

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