- Canadá, Noruega, Suécia, Dinamarca, Finlândia e Islândia vão aprofundar a cooperação na produção industrial militar e em setores ligados, em Oslo.
- Os países assinam uma aliança de “potências médias” para fortalecer defesa, segurança e resiliência através de uma colaboração mais estreita na contratação pública do setor.
- O primeiro-ministro canadiano, Mark Carney, afirmou que continuarão a fazer contratos com os Estados Unidos, mas com o objetivo de ampliar parcerias com mais nações.
- O acordo prevê aumentar a capacidade industrial de defesa, desenvolver tecnologias interoperáveis e de dupla utilização, responder a ameaças híbridas e construir infraestruturas mais resilientes.
- Os líderes reiteraram o compromisso de manter assistência económica, civil, militar e humanitária à Ucrânia e fortalecer a presença da NATO no Ártico.
Os primeiros-ministros do Canadá e dos países nórdicos reuniram-se em Oslo para anunciar um aprofundamento da cooperação na indústria militar e em setores correlatos. A decisão foi apresentada como parte de uma estratégia para reforçar defesa, segurança e resiliência coletiva.
O encontro ocorreu no fim de semana, com a participação de Mark Carney, primeiro-ministro do Canadá, e líderes da Noruega, Suécia, Dinamarca, Finlândia e Islândia. O objetivo é ampliar a produção de defesa e melhorar a interoperabilidade entre as forças.
Além do foco industrial, o grupo confirmou o compromisso de manter assistência econômica, civil, militar e humanitária à Ucrânia. A nota conjunta enfatiza a redução da dependência de outros blocos e a busca de parcerias com mais países.
Cooperação na indústria militar
O comunicado conjunto destaca a expansão de contratos públicos no setor da defesa entre as nações envolvidas. O objetivo é aumentar a capacidade industrial para responder a ameaças híbridas e fortalecer infraestruturas críticas.
Carney explicou aos jornalistas que o gasto coordenado evita benefícios reduzidos para os contribuintes e potenciais falhas de proteção populacional. O caminho passa por alianças mais amplas além dos Estados Unidos.
Os líderes destacaram a importância de tecnologias de uso dual e de uma base industrial capaz de sustentar uma defesa coletiva mais robusta. A atuação conjunta visa ampliar capacidades e aumentar a resiliência regional.
Contexto estratégico
A cooperação surge num momento de tensões com a Gronelândia e, globalmente, no contexto de debates sobre a ordem mundial. Os dirigentes reforçaram o papel da NATO na presença, dissuão e defesa no Ártico.
A Dinamarca afirmou que a atual ordem mundial não deve retornar, defendendo uma nova estrutura baseada em valores partilhados. Os chefes de governo consideram essencial trabalhar com aliados para reforçar a segurança.
O acordo também envolve planos para acelerar a produção de defesa, desenvolver tecnologias interoperáveis e promover parcerias com mais países, mantendo o foco na estabilidade regional.
Os primeiros-ministros assinalaram que o aprofundamento da cooperação ajudará a dinamizar oportunidades de crescimento económico para as respetivas economias, mantendo o diálogo com a comunidade internacional.
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