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GPS: danos colaterais em guerras para travar mísseis e drones

GPS torna-se dano colateral na guerra, com jamming e spoofing a comprometer navios e aviões, atingindo o Estreito de Ormuz, Báltico e Mar Negro

24 horas depois do início do conflito entre os Estados Unidos e Israel contra o Irão, várias embarcações no Estreito de Ormuz foram alvo de "jamming" ou "spoofing"
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  • Os sistemas GPS são alvo em zonas de conflito, com envolvimento de drones e navios comerciais, incluindo a guerra na Ucrânia e confrontos entre EUA, Israel e Irão.
  • As técnicas de ataque incluem jamming e spoofing, que interrompem ou falsificam o sinal de localização, explorando a fraqueza do GPS.
  • Navios e aeronaves comerciais ficam expostos, e zonas como o Mar Báltico, o Mar Negro e o Estreito de Ormuz já registaram problemas de localização usados pelo AIS.
  • Várias embarcações no Estreito de Ormuz foram alvos de jamming ou spoofing cerca de um dia após o início do conflito entre Estados Unidos e Israel contra o Irão, segundo especialistas.
  • Existem soluções em desenvolvimento, como sistemas de deteção de jamming/spoofing, encriptação do sinal GPS para uso militar, e tecnologias alternativas como a antena anti-interferências Landshield da Raytheon UK, bem como opções baseadas em tecnologia quântica.

Os sistemas de posicionamento global (GPS) são cada vez mais visados em zonas de conflito, funcionando como alvos de ataques digitais. No conflito recente entre EUA, Israel e Irão, a utilização de drones e mísseis depende de geolocalização para atingir objetivos, o que torna o GPS uma vulnerabilidade-chave. Também afeta navios comerciais e aviões que operam na área.

A presença de GPS na navegação torna as operações mais eficazes, mas o uso de técnicas de defesa eletrónica levou a tentativas de desvio ou interrupção dos sinais. Principais métodos: jamming, que bloqueia o sinal, e spoofing, que falsifica a informação transmitida para enganar o recetor. Esses ataques podem ocorrer em áreas de alto tráfego marítimo e aéreo.

Campos de atuação e zonas críticas

Regiões como o Mar Báltico, o Mar Negro e o Estreito de Ormuz já registam dificuldades de localização em navios e aviões, provocadas por interferências no sistema utilizado para identificar navios, o AIS, que depende do GPS. Em muitos casos, embarcações ficam desorientadas ou desviadas no momento de maior exposição ao fogo.

Um exemplo recente aponta para um período 24 horas após o início do conflito entre EUA e Israel contra o Irão, quando várias embarcações no Estreito de Ormuz foram alvo de interferência ou de distorção dos sinais de localização. Especialistas alertam para riscos acrescidos à navegação marítima, pela incerteza de posição de várias unidades em circulação na região.

Contornos tecnológicos e medidas de mitigação

As forças envolvidas empregam técnicas de defesa eletrónica para desviar do perigo causado pelo GPS, bem como para dificultar a localização de alvos. Entre as possibilidades discutidas estão mecanismos que detectam automaticamente jamming ou spoofing e a adopção de frequências resistentes a interferência. A encriptação do sinal GPS já é usada a nível militar e, desde o ano passado, está acessível a utilizadores civis em alguns contextos.

Diversas soluções em desenvolvimento visam contornar a dependência exclusiva do GPS. A Raytheon UK trabalha numa tecnologia designada Landshield, uma antena anti-interferências de formato compacto em desenvolvimento. Em paralelo, pesquisa em tecnologias alternativas de localização, como sistemas que não dependam do GPS, incluindo abordagens baseadas em tecnologia quântica, encontra-se em fases de teste.

Perspetivas e impactos operacionais

Analistas indicam que a resistência a ataques de localização é crucial para a segurança de vias marítimas e aéreas em zonas de conflito. O desafio é equilibrar a proteção de sinais com a necessidade de operações rápidas e coordenadas. Em termos práticos, a indústria mira soluções que permitam manter a navegação precisa, mesmo quando o GPS é alvo de interferência.

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