- O Papa Leão XIV inicia uma visita oficial de dois dias às Ilhas Canárias, atendendo ao desejo do Papa Francisco de visitar um dos maiores centros de chegada de migrantes vindos de África Ocidental.
- Vai reunir-se com associações humanitárias, migrantes recém‑chegados ao arquipélago e representantes da Igreja e vai visitar o denominado “cais da vergonha”, associado às más condições de desembarque desde 2020.
- O Sumo Pontífice homenageia as pessoas que morrem no mar ao buscar melhores condições de vida; em 2024 chegaram quase 47 mil migrantes às Canárias, tendo esse número baixado significativamente nos primeiros meses de 2026.
- Leão XIV tem pedido ajuda internacional para combater o tráfico de migrantes e oferecer vias seguras e legais de deslocação; este ano, o governo espanhol lançou uma campanha de legalização para centenas de milhares de imigrantes sem autorização.
- Em Barcelona, o Papa celebrou na Basílica de la Sagrada Família, abençoando a Torre de Jesus Cristo e sublinhando a dignidade humana dos migrantes, numa cerimónia que reuniu milhares de fiéis.
O Papa Leão XIV iniciou nesta quinta-feira uma visita oficial de dois dias às Ilhas Canárias, em resposta ao pedido do Papa Francisco. O objetivo é acompanhar o trabalho de organizações humanitárias, ouvir migrantes recém-chegados e falar com representantes da Igreja local. A deslocação ocorre nas condições atuais do arquipélago, um dos maiores pontos de entrada de migrantes da região europeia.
O pontífice reúne-se com associações humanitárias, com migrantes e com membros da Igreja para explicar iniciativas de proteção e de integração. Entre os temas em debate estão os problemas no desembarque de pessoas vindas de África Ocidental e a necessidade de vias legais para deslocação e cooperação internacional. O passeio também destaca uma homenagem às vítimas que perdem a vida no mar.
Visita às Ilhas Canárias
O programa prevê uma passagem pelo que ficou conhecido como o “cais da vergonha”, um local onde chegam migrantes sob condições duras. Em 2020 o cenário chamou a atenção internacional pela má higiene e abrigo precário, levando a acusações de omissão de assistência. A visita pretende ampliar o foco sobre as respostas humanitárias locais.
Segundo o Vaticano, o encontro com migrantes visa mostrar solidariedade e acompanhar o trabalho de agentes de apoio que atuam diariamente no arquipélago. O Papa também deve reforçar pedidos por vias seguras de migração e maior cooperação entre países para reduzir o tráfico humano.
Leão XIV em Barcelona
Mais tarde, no mesmo dia, o Papa celebrou uma cerimónia em Barcelona, onde abençoou a Torre de Jesus Cristo na Basílica da Sagrada Família. A homilia enfatizou a missão da igreja e a peregrinação do povo de Deus na Catalunha, com a imagem da cruz a iluminar o caminho.
A celebração reuniu mais de quatro mil fiéis no interior do templo e milhares no exterior. O ato ocorreu durante a visita do Papa ao território espanhol, marcada por mensagens de esperança para quem enfrenta dificuldades migratórias. O programa contempla ainda intervenções com autoridades locais para reforçar a proteção de comunidades vulneráveis.
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