- A corrida aos cromos do Mundial’2026 já esgota stocks, com lojas a receberem mais de 100 telefonemas por dia.
- Vendas sugeridas em plataformas como a Vinted e o aparecimento de uma app portuguesa para organizar a caderneta (Panini Collectors), que já mostra progresso dos colecionadores.
- Gonçalo Madeira, 30 anos, percorreu 117 quilómetros para comprar uma caixa de 50 saquetas por 75 euros no Porto, porque em Coimbra não havia cromos disponíveis.
- Em duas semanas de coleção, já tem 642 cromos, o que representa aproximadamente 65% do total, segundo a aplicação Panini Collectors.
- O fenómeno da febre dos cromos envolve também relatos de esquemas fraudulentos relacionados com a coleção e a caderneta do Mundial.
Há cerca de uma semana, Gonçalo Madeira, 30 anos, percorreu 117 quilómetros para comprar uma caixa de 50 saquetas de cromos por 75 euros na loja A Minha Avó Tinha Um Igual, no Porto. Não havia cromos em Coimbra nem no site da Panini. O comprador acompanhou o fim de semana junto da família e viu um vídeo no TikTok que indicava a loja.
Com duas semanas de coleção, já reúne 642 cromos, o que corresponde a 65% do total, segundo a aplicação Panini Collectors. A procura tem atraído também telefonemas diários e expedições entre cidades, com colecionadores a deslocarem-se entre Coimbra e Porto.
A febre dos cromos e o papel da tecnologia
A corrida aos cromos do Mundial 2026 envolve uma nova app portuguesa criada para organizar a caderneta. Além das lojas físicas, a demanda tem alimentado operações online, com venda de packs e itens avulsos em plataformas de compra e venda.
O fenómeno tem mostrado impacto no comércio tradicional, com lojas a reportarem solicitações intensas e clientes dispostos a viajar longas distâncias para completar a coleção. A popularidade cresce à medida que o lançamento da Panini aproxima-se, elevando o interesse entre fãs e colecionadores.
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