- O patriarca de Lisboa, Rui Valério, disse em Fátima que “ninguém é estrangeiro” e que a humanidade só encontra paz ao reconhecer que é família.
- A peregrinação reuniu cerca de 180 mil fiéis, vindos de muitos lugares e falando várias línguas, descrita como ponto de partida e envio.
- Valério destacou que a Mensagem de Fátima deve tornar-se missão, começando pela abertura do homem a uma mudança interior.
- Pediu que os peregrinos vivam Fátima no dia a dia, levando luz, reconciliação e paz a quem está desanimado, doente ou em situação de exclusão.
- O evento marca 109 anos dos acontecimentos na Cova da Iria; a missa utiliza um cálice oferecido pelo Papa João Paulo II, recordando o atentado de 1981.
Rui Valério, patriarca de Lisboa, afirmou em Fátima que ninguém é estrangeiro e que a humanidade só encontrará paz quando reconhecer a sua humanidade comum. A declaração ocorreu durante a primeira grande peregrinação do ano ao santuário.
O líder religioso lembrou que o local não é apenas um ponto de passagem, mas um ponto de partida para a missão cristã, destacando que os fiéis devem levar o que vivem em Fátima para a vida quotidiana, nas famílias, no trabalho e na comunidade educativa.
Valério sublinhou ainda que a mensagem de Fátima ganha significado quando se transforma em ação de reconciliação, paz e cuidado pelos outros, indo além da devoção para promover mudanças reais na sociedade.
Peregrinação em números
A cerimónia contou com uma multidão de cerca de 180 mil pessoas, reunidas de várias regiões e que falam diferentes línguas. O patriarca reforçou a ideia de unidade na diversidade e a partilha de uma mesma luz.
Contexto e contexto histórico
Na véspera, o reitor do santuário, o padre Carlos Cabecinhas, assinalou que a data de 45 anos desde o atentado contra o Papa João Paulo II demonstra a força da oração frente à violência. A missa tem também uso litúrgico especial, com um cálice oferecido pelo Papa polaco nas visitas a Fátima.
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