- A Associação Rua 31 de Janeiro Porto com Vida foi criada em março por residentes e comerciantes para dinamizar a via e colocá-la novamente no mapa, já com cerca de trinta associados.
- Os objetivos passam por promover atividades ao ar livre (ex.: missa, sessão de cinema), programações em dias festivos, trazer arte para a rua e criar um cartão para incentivar compras nas lojas locais.
- A rua foi afetada pelas obras da nova linha rosa do metro desde 2021; o estaleiro ocupa área pública em São Bento e a associação pretende dialogar com o município, a STCP e a Metro.
- O projeto Porto na Praça, que cria uma zona pedonal temporária aos domingos na Praça da Batalha, Rua 31 de Janeiro e Rua da Madeira, é visto com bons olhos, com a maioria dos associados a esperar aderir.
- Buscam intercâmbios com associações nacionais e internacionais e ambicionam impactar não apenas a rua, mas o tecido urbano envolvente, contribuindo para revitalizar a área.
A Rua 31 de Janeiro, no Porto, ganha agora uma associação de residentes e comerciantes para dinamizar a artéria do centro. A iniciativa visa reativar a rua, desde já colocada no mapa de novo, afirmam os seus membros.
A associação Rua 31 de Janeiro Porto com Vida foi criada por Costa Pereira, morador e presidente. Neste momento, a maioria dos estabelecimentos já é sócia, com encontros a decorrer entre moradores, proprietários e gestores de alojamentos locais.
O objetivo central é tornar a rua mais vibrante através de atividades ao ar livre, programação em feriados, como o São João, e campanhas para apoiar o consumo nas lojas locais. Além disso, pretendem trazer arte para a rua e incorporar a artéria em roteiros turísticos da cidade.
Pretendem também estabelecer contacto com o município, a STCP e a Metro para alinhar estratégias e aprender com associações nacionais e internacionais semelhantes, em intercâmbios.
O grupo observa a influência do projeto Porto na Praça, que cria zonas pedonais temporárias aos domingos, como oportunidade para abrir portas e atrair clientes. Ainda assim, destacam a necessidade de salvaguardar direitos de comerciantes, especialmente em operações de carga e descarga.
Os cerca de 30 associados defendem que a rua não deve sofrer com mitos de abandono: já houve abertura de várias lojas e a rua pode voltar a ser apelativa, mesmo com as obras da nova linha rosa do metro, iniciadas em 2021 e que deixaram um estaleiro na zona de São Bento.
A visão é que a Rua 31 de Janeiro possa influenciar o tecido urbano envolvente, não se limitando a esta artéria. A associação quer falar a uma só voz sobre os problemas enfrentados, promovendo participação cívica, desenvolvimento social, cultural, económico e patrimonial da rua.
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