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País despede-se do cronista da Liberdade

Última homenagem a João Abel Manta, cronista gráfico do 25 de Abril, cuja obra marcou a transição democrática, cremado este domingo em Lisboa

João Abel Manta morreu aos 98 anos, na sexta-feira, dia 15 de maio
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  • O artista plástico João Abel Manta morreu na sexta-feira, aos 98 anos, deixando a sua marca na crónica gráfica do país.
  • O Presidente da República, António José Seguro, chamou-lhe “historiador em movimento” e a ministra da Cultura, Margarida Balseiro Lopes, descreveu-o como “talentoso artista da liberdade”.
  • João Abel Manta nasceu em 1928, formou-se em Arquitetura em 1951 e destacou-se em pintura, cerâmica, mosaico, ilustração, artes gráficas e cartoon.
  • Entre as obras destacadas estão os mosaicos de pavimento em Lisboa (Praça dos Restauradores) e na Figueira da Foz, bem como o mural da Avenida Calouste Gulbenkian (1980).
  • Este domingo, entre as 11h30 e as 12h45, pode prestar-se homenagem no crematório do Cemitério do Alto de São João, em Lisboa.

O artista plástico João Abel Manta, conhecido pela crónica gráfica do 25 de Abril, morreu na sexta-feira, aos 98 anos, em casa, em Lisboa. A família anunciou que o corpo será cremado, no crematório do Alto de São João. O funeral ocorre este domingo.

O Presidente da República, António José Seguro, descreveu-o como um historiador em movimento. A ministra da Cultura, Margarida Balseiro Lopes, considerou-o um talento da liberdade. As palavras refletem o papel de Manta na memória nacional.

Nascido em 1928, filho de Abel Manta e Clementina Carneiro de Moura, formou-se em Arquitetura em 1951. A vida dele abrangeu pintura, cerâmica, tapeçaria, mosaico, ilustração e artes gráficas, com atuação marcada pela crítica social.

Entre as obras destacam-se mosaicos nos pavimentos da Praça dos Restauradores, em Lisboa, e na Figueira da Foz, bem como o mural da Avenida Calouste Gulbenkian, em 1980. O ativismo político abriu-lhe a permanência pública.

Comprometido com valores democráticos, Manta esteve na prisão em 1948, sem que isso travasse o seu percurso criativo. A sua produção manteve-se ligada à imprensa, com uma leitura multifacetada da sociedade.

Homenagem e legado

Amanhã, entre as 11h30 e as 12h45, é possível prestar homenagem no crematório do Alto de São João, em Lisboa. O legado de Manta reside na capacidade de traduzir traços da vida política e social do país em imagens duradouras.

Ao longo da carreira, Manta manteve um traço crítico e multidisciplinar, que atravessou a arquitetura, a pintura e as artes gráficas. O seu papel na memória do 25 de Abril é destacado por figuras públicas e colegas artistas.

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