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Morre o zoólogo Desmond Morris, autor de O Macaco Nu

Morreu aos 98 anos o zoólogo britânico Desmond Morris, autor de O Macaco Nu, que popularizou a visão do humano como primata

O zoólogo Desmond Morris com o chimpanzé *Congo* nos anos 1950
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  • Morreu este domingo, aos 98 anos, o zoólogo britânico Desmond Morris, autor de O Macaco Nu. O anúncio foi feito na segunda-feira.
  • Morris foi zoólogo, apresentador de televisão, escritor de dezenas de livros e pintor surrealista, tendo colaborado com artistas como Joan Miró e estudado o comportamento reprodutivo de aves na Universidade de Oxford.
  • Ficou mundialmente conhecido pelo livro de 1967 O Macaco Nu, que coloca o Homo sapiens no contexto dos primatas e dos animais, vendendo mais de 20 milhões de cópias em todo o mundo, mesmo com objeções da Igreja Católica.
  • Esteve à frente de programas como Zoo Time, na ITV Granada, entre 1956 e 1967, tornando-se uma figura proeminente na divulgação da ciência e da vida animal, com uma relação de amizade e rivalidade com David Attenborough.
  • Além da ciência, manteve uma carreira artística, com exposições de surrealismo e, em 2022, publicou Os Surrealistas Britânicos. Morreu aos 98 anos, lembrado pela contribuição à popularização da antropologia e da zoologia.

Desmond Morris morreu neste domingo aos 98 anos, anunciaram fontes próximas. Zoeólogo, pintor e escritor britânico foi conhecido pela obra que popularizou a antropologia entre o público. A notícia chega dois dias após o falecimento.

O seu livro mais famoso, O Macaco Nu (1967), analisa o Homo sapiens como primata. Tornou-se um fenómeno de massas, com mais de 20 milhões de cópias vendidas, mesmo frente a críticas da Igreja que o chegou a banir.

Morris ficou conhecido pela troca entre ciência e televisão. Apresentou programas de divulgacão e foi rival de David Attenborough, embora mantivessem amizade. Também conduziu o programa Zoo Time na ITV Granada entre 1956 e 1967.

O surrealista

Desmond Morris integrou o mundo das artes, expondo-se ao lado de Joan Miró em Londres. Em 1967 mudou-se para o Instituto de Artes Contemporâneas, onde trabalhava como curador de mamíferos antes de se dedicar plenamente à pintura.

O chimpanzé Congo tornou-se parte da sua narrativa artística, ajudando a produzir quadros abstratos. Congo criou centenas de obras num período de três anos, demonstrando a ligação entre ciência e expressão artística.

Ao longo da carreira, Morris publicou ainda obras como A Tribo do Futebol (1981) e Os Surrealistas Britânicos (2022). O legado pode ser visto na ponte entre ciência, arte e popularização do conhecimento sobre o comportamento humano.

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