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Sensação de já ter estado ali ao visitar o local

Intercâmbio no Rio desafia fronteiras culturais: Lisboa surge como espelho, revelando semelhanças entre cidades e um destino que parece já conhecido

A atriz irá estar este domingo, 15 de março, nos Oscars por ter integrado o filme "O Agente Secreto", que concorre com quatro nomeações: Melhor Filme, Melhor Filme Internacional, Melhor Elenco (Casting) e Melhor Ator para Wagner Moura.
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  • Em 2010, a autora fez um intercâmbio em artes cénicas na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), vivendo pela primeira vez no Rio de Janeiro.
  • A experiência ajudou-a a organizar geografias e fonética, além de abrir portas pessoais e profissionais.
  • Comparou áreas do Rio com Lisboa, associando Leblon, Ipanema e Copacabana a Cascais, Estoril e Carcavelos; Lapa ao Cais do Sodré; Santa Teresa ao Bairro Alto; Niterói a Almada e Madureira a Loures.
  • Percebeu que esse espelhamento vem de antes, desde a ida da família real portuguesa ao Brasil em 1808, e que o Paço Real e a Praça do Comércio refletem-se entre as cidades.
  • Concluiu que o Rio é uma Lisboa tropical, e sentiu-se a reconhecer na dança, no gingado e no samba, como se já tivesse estado ali.

Foi em 2010 que uma jovem oriunda de Lisboa realizou um intercâmbio em artes cénicas na UNIRIO, no Rio de Janeiro, vivendo uma temporada no Brasil. A experiência marcaria a sua primeira travessia do Atlântico e a imersão numa cidade que já conhecia apenas pela arte.

Ao longo do intercâmbio, a cidade revelou-se maior do que o imaginado, mas também ligada a referências de Lisboa. Leblon, Ipanema e Copacabana faziam lembrar Cascais, Estoril e Carcavelos. A Lapa equivalia ao Cais do Sodré; Santa Teresa, ao Bairro Alto.

Mais tarde percebeu que o espelho era anterior: a rearranjada memória da passagem da família real portuguesa ao Brasil em 1808. O Paço Real lembrava a Praça do Comércio; o calçadão de Copacabana, o Rossio. Rio seria uma Lisboa tropical, numa fusão entre Europa e África.

Paralelos entre Rio e Lisboa

A autora, nascida em Lisboa com raízes na Angola e na Guiné-Bissau, diz ter encontrado no Rio uma dança e um gingado familiares, abrindo portas pessoais e profissionais. O sentimento final foi de reconhecimento, como se já tivesse estado ali.

A narrativa indica que atravessar o Atlântico pode não ser o primeiro contacto, mas uma redescoberta de laços culturais. O percurso é apresentado como uma síntese entre identidades, memórias e expressões artísticas compartilhadas.

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