- Steven Spielberg defendeu a apreciação ao vivo das artes em discurso no festival South by Southwest, em Austin, Texas, destacando que a experiência partilhada acontece no cinema, na música ao vivo, no ballet e na ópera.
- A declaração parece comentar as observações polémicas de Timothée Chalamet sobre o ballet e a ópera e a relevância cultural dessas artes.
- O realizador afirmou que a verdadeira experiência artística ocorre quando comunidades se reúnem num espaço estranho e escuro, gerando sentimentos que ficam para a “luz do dia” ou para a noite.
- Spielberg disse ainda que não desvaloriza o streaming, lembrando que fazem filmes para a Netflix e que gosta de trabalhar com a plataforma.
- O seu novo filme, Disclosure Day, representa o regresso à ficção científica e tem estreia prevista para junho; o projeto segue com Emily Blunt e Josh O’Connor, num palco de faroeste que promete evitar estereótipos.
Steven Spielberg defendeu na sexta-feira a apreciação das artes ao vivo como experiência partilhada, numa resposta implícita às declarações de Timothée Chalamet sobre ballet e ópera. O realizador falou no festival South by Southwest, em Austin, Texas.
Num painel para promover o próximo filme de ficção científica, Disclosure Day, Spielberg ouviu aplausos ao enaltecer as artes performativas coletivas. O cineasta mostrou-se firmemente defensor de cinema, ópera e ballet como experiências comunitárias.
As palavras do cineasta surgem numa reação às polémicas de Chalamet, que recentemente questionou a relevância cultural de artes como o ballet e a ópera. O ator gerou discussão ao defender menos ativismo na arte e mais foco na procura criativa.
Spielberg elogiou ainda o streaming, afirmando que se faz cinema para plataformas como a Netflix e que gosta de trabalhar com a empresa. O regresso de queixo ao público fica marcado pela estreia de Disclosure Day.
Sobre Disclosure Day e próximos projetos
Disclosure Day, o retorno de Spielberg à ficção científica extraterrestre, tem estreia prevista para junho. O filme é protagonizado por Emily Blunt e Josh O’Connor, e insere-se numa linha de obras sobre a incompletude de contacto humano com o espaço.
O cineasta reforçou, em entrevista, que desde criança acreditou que a humanidade não está só no universo. Ao mesmo tempo, adiantou que está a trabalhar num faroeste, género ainda não explorado por ele, com promessas de inovação e sem estereótipos.
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