- A Cinemateca Portuguesa inicia, a 28 de março, uma digressão de filmes de Paulo Rocha por salas de todo o país, começando pela Casa do Cinema de Coimbra.
- Os Verdes Anos (1963), primeira longa-metragem do realizador, abre a homenagem, que celebra a importância de Rocha no Novo Cinema português.
- Em Coimbra haverá uma sessão por mês, acompanhando a evolução do cineasta e revendo títulos-chave da sua filmografia.
- O programa termina no final do ano com um ciclo no Batalha Centro de Cinema, no Porto, cidade onde Rocha nasceu. Os filmes foram já restaurados digitalmente pela Cinemateca Portuguesa.
- Além das exibições nacionais, a Cinemateca planeia novas parcerias internacionais; A Ilha dos Amores (1982) será exibido esta sexta-feira na Japan Society, em Nova Iorque, como parte de retrospectivas da obra do cineasta.
A Cinemateca Portuguesa iniciou uma homenagem a Paulo Rocha, figura central do Novo Cinema Português. A iniciativa envolve a exibição de filmes do realizador de 1935-2012 em salas de todo o país. O pontapé inicial acontece a 28 de março na Casa do Cinema de Coimbra.
Os Verdes Anos, de 1963, será o primeiro título apresentado. A obra marca a estreia de Rocha em longas e descreve a história de amor entre Ilda e Júlio, recém-chegados a Lisboa. A Cinemateca considera o filme uma das obras inaugurais do cinema moderno português.
Em Coimbra haverá uma sessão mensal, com uma curadoria que acompanha a evolução criativa do cineasta. O objetivo é revisitar títulos essenciais da filmografia de Rocha, segundo a instituição.
Ainda sem anunciar as cidades seguintes, a Cinemateca avança que o programa percorre todo o território nacional e terminará no final do ano com um ciclo no Batalha Centro de Cinema, no Porto, cidade de nascimento do realizador.
Os filmes já foram digitalmente restaurados pela Cinemateca Portuguesa. Ao final de 2024, está prevista uma edição inédita em home video, reunindo as obras para consumo doméstico.
A divulgação internacional inclui retrospectivas em Espanha, França e Japão. A Cinemateca planeia novas parcerias de programação para ampliar o alcance da obra de Rocha.
Nesta semana, A Ilha dos Amores (1982) será exibido na Japan Society, em Nova Iorque, como parte de uma apresentação internacional. O filme resulta de uma fase em que Rocha trabalhou como adido cultural na embaixada de Portugal em Tóquio.
Paulo Rocha faleceu a 29 de dezembro de 2012, aos 77 anos. Ao longo da vida, deixou uma filmografia marcada pela abertura ao mundo e pela inquietação artística, com títulos como Mudar de Vida, O Desejado e A Raiz do Coração.
Antes de falecer, Rocha concluiu a longa-metragem Se Eu Fosse Ladrão… Roubava, que teve a estreia mundial no Festival de Locarno em 2013. O cineasta deixou à Cinemateca Portuguesa toda a obra e o património ligado ao cinema, decisão tomada pela família.
A biblioteca pessoal do realizador foi leiloada em 2015, segundo informações oficiais. A iniciativa de setembro visa manter viva a memória de Rocha sem alterar a sua contribuição ao cinema nacional.
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