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Falhas no Infarmed usadas para desviar canábis medicinal para o tráfico

Organização internacional usa falhas no Infarmed para desviar canábis medicinal para o mercado negro; 13 arguidos acusados

Organização adquiria empresas que produziam canábis
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  • Uma organização criminosa internacional instalou-se em Portugal para explorar falhas de fiscalização no comércio de canábis medicinal.
  • O grupo desviava toneladas da droga para o mercado negro, aproveitando lacunas no controlo do Infarmed — Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde.
  • O Ministério Público acusou 13 suspeitos, incluindo os líderes dinamarqueses e neerlandeses, um empresário português do setor farmacêutico e uma advogada, por tráfico de droga, associação criminosa e falsificação de documentos.
  • No total, há 24 arguidos, incluindo empresas nacionais ligadas à produção, importação e exportação de canábis medicinal.
  • A acusação envolve ainda alegadas falhas de fiscalização que facilitaram a atividade criminosa no território português.

Uma organização criminosa internacional instalou-se em Portugal para explorar falhas no controlo da canábis medicinal, segundo o Ministério Público. A acusação envolve tráfico de droga, associação criminosa e falsificação de documentos.

Os principais alvos são dinamarqueses e neerlandeses que teriam utilizado fragilidades do Infarmed para desviar toneladas da droga terapêutica para o mercado negro. Entre os arguidos estão empresários nacionais do setor farmacêutico e uma advogada.

Ao todo, o MP apresentou acusações contra 13 suspeitos. No entretanto, o processo envolve 24 arguidos, incluindo empresas nacionais de produção, importação e exportação de canábis medicinal.

Envolvidos e circunstâncias

Um empresário português do setor farmacêutico figura entre os acusados, junto com uma advogada envolvida no caso. As acusações apontam para atuação organizada, com ligações a estruturas internacionais.

A investigação centra-se na atuação de redes que teriam aproveitado lacunas de fiscalização para facilitar a circulação de canábis medicinal no mercado paralelo. O Infarmed é apontado como elo central do suposto esquema.

Onde a investigação teve início e quais as evidências serão avaliadas em audiência, conforme a defesa e o MP, permanecem objetos de processo. As informações disponíveis indicam uma rede estruturada com atuação transnacional.

Contexto e próximos passos

O Ministério Público não divulgará detalhes operacionais que possam comprometer o inquérito. A acusação visa responsabilizar todos os envolvidos com base em evidências reunidas pelos corpos de investigação.

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