- Doze cidadãos chineses foram detidos pela Polícia Judiciária, em investigação por tráfico de estupefacientes, encontrados num armazém na zona de Felgueiras, onde supostamente cultivavam cannabis.
- O grupo já tinha sido detido pela primeira vez em janeiro de dois mil e vinte e cinco, em Alcanhões, onde funcionava uma antiga panificadora usada como laboratório de produção.
- Na operação, foram apreendidos três mil quinhentos e cinquenta e duas plantas de canábis em diferentes estados de maturação e 115 quilos de canábis seca pronta a vender.
- O processo está a ser analisado pelo Tribunal de Santarém, com o interrogatório iniciado nesta quinta-feira e a decorrer na sexta-feira, a partir das 10h, envolvendo oito homens e quatro mulheres sem dupla nacionalidade.
- A existência do laboratório foi detetada após várias queixas por quedas de fornecimento de eletricidade, causadas pelo elevado consumo, o que chamou a atenção da EDP e da Guarda, que encontraram ainda vários equipamentos de cultivo e processamento.
Oito homens e quatro mulheres de nacionalidade chinesa foram detidos pela Polícia Judiciária numa fábrica abandonada em Felgueiras, Santarém, por envolvimento na plantação e cultivo de cannabis em larga escala. O caso teve origem em janeiro de 2025, em Alcanhões, onde foi identificado um laboratório sofisticado na antiga panificadora da vila.
O Tribunal de Santarém começou hoje a ouvir os 12 arguidos, todos acusados de tráfico de estupefacientes. O interrogatório judicial está a decorrer, com o depoimento marcado para amanhã, a partir das 10 horas.
A detenção levou-se a cabo após investigações que envolveram a GNR e a EDP, motivadas por quebras no fornecimento elétrico em várias zonas da vila, associadas a consumos energéticos elevados. Através de operações, foi possível identificar o armazém de Felgueiras como centro de produção.
Antes de Felgueiras, o grupo terá estado em Alcanhões, onde foi apreendida uma parte relevante do material. Na antiga panificadora, a GNR reuniu 115 quilos de cannabis seca e 3.552 plantas em vários estágios de maturação.
Entre os itens apreendidos contam-se equipamentos para cultivo, incluindo centenas de lâmpadas e sistemas de ventilação, bem como balanças de precisão e material de embalagem. A D.G. confiscações sobressalentes indicam uma operação de grande escala.
A investigação assinala que o grupo transitou por Alcobaça e outras localidades no norte do país, mantendo a mesma atividade ilícita. Os arguidos não possuem dupla nacionalidade e permaneceram sem declarar profissões em Portugal.
Na vila, o episódio gerou surpresa entre moradores, dado que a antiga Panificadora de Alcanhões esteve abandonada desde 2013 e foi vendida em hasta pública em 2018. A nova proprietária, mais tarde, foi substituída por um cidadão de origem asiática, que cercou o imóvel com estruturas metálicas.
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