- O Relatório Anual de Segurança Interna de 2025 alerta para roubos a residências com arma de fogo, com uso de drones para vigilância.
- No total, ocorreram 14.720 assaltos a casas em 2025, sendo 420 roubos violentos; são mais de quarenta ataques por dia.
- Os grupos portugueses visam pessoas vulneráveis, principalmente durante a madrugada, para furtos de dinheiro e riqueza em ouro, com uso de armas.
- Lisboa representa perto de quarenta por cento dos crimes, Porto cerca de 13 por cento; abril teve 52 ocorrências, seguido de janeiro com 49 e março com 47.
- Nos furtos sem violência, destacam-se grupos itinerantes que se movem entre países europeus; a atuação tem ficado mais profissionalizada, com vigilâncias prévias, mas a tendência de queda persiste na última década devido à segurança tecnológica e a mudanças no teletrabalho.
O Relatório Anual de Segurança Interna de 2025 revela um aumento significativo de roubos a residências com recurso a arma de fogo, com foco em moradias de luxo. No total do ano ocorreram 14 720 assaltos a casa, 420 deles com violência. Numa média de mais de 40 ocorrências diárias, a gravidade e o impacto social são evidentes.
De acordo com o documento, os ataques são protagonizados por grupos portugueses que visam pessoas vulneráveis, especialmente durante a madrugada. As vítimas sofreram ameaças e agressões com armas de fogo, com prioridade para dinheiro e artigos em ouro. O maior peso regional recai sobre Lisboa, com quase 40% dos crimes, seguido pelo Porto, com 13%.
Grupos e padrões operacionais
Os furtos, em que não há violência, são atribuídos a grupos itinerantes com elevada mobilidade que atuam entre países e regiões da Europa. O relatório aponta uma progressiva profissionalização dos criminosos, com reconhecimento prévio e uso de vigilância para selecionar alvos. A atuação segue ondas e ciclos conforme a pressão policial.
A tendência da última década aponta para uma descida dos assaltos a residências, indicam os dados. A redução está ligada à maior disponibilidade de tecnologia de segurança doméstica, como câmaras e fechaduras inteligentes, bem como a mudanças nos padrões de vida que envolvem mais teletrabalho.
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