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Colégio Moderno afasta alunos suspeitos de agressões

Colégio Moderno afasta alunos de 16 e 17 anos suspeitos de agredir um iraquiano; não renovação de matrícula e investigação em curso pela PSP e Ministério Público

Colégio Moderno veta alunos
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  • O Colégio Moderno decidiu não renovar as matrículas para o próximo ano letivo aos alunos de 16 e 17 anos do 10º e 11º anos envolvidos nas agressões a um imigrante iraquiano.
  • A PSP constituiu três jovens como arguidos por ofensas à integridade física e identificou outros nove, incluindo uma rapariga, todos com idades entre 16 e 17 anos.
  • A vítima, Omar Al-Hayali, tem 27 anos, é refugiado desde 2019 e estudante de psicologia no ISCTE; os incidentes ocorreram junto ao antigo Cinema Império, em Lisboa, na madrugada de 25 de abril.
  • A vítima foi atingida com pedras e garrafas de vidro na cabeça, foi transportada ao Hospital de São José e suturada com 22 pontos; o Ministério Público abriu um inquérito.
  • A diretora Isabel Soares não comentou o assunto; a notícia foi avançada pela revista Sábado.

O Colégio Moderno decidiu não renovar as matrículas, no próximo ano letivo, de alunos do 10º e 11º anos envolvidos em agressões a um imigrante iraquiano. A decisão não foi confirmada pelo estabelecimento, segundo a revista Sábado.

Na madrugada de 25 de abril, em Lisboa, um grupo de jovens terá agredido Omar Al-Hayali, 27 anos, perto do antigo Cinema Império, na Alameda D. Afonso Henriques. A vítima foi atacada com pedras e garrafas.

A Polícia de Segurança Pública identificou nove jovens e constituiu como arguidos três deles por ofensa à integridade física. Entre os identificados havia também uma rapariga, com idades entre 16 e 17 anos na altura.

Omar Al-Hayali vive em Portugal desde 2019 com estatuto de refugiado. É estudante de psicologia no ISCTE e realiza traduções pontualmente. Diz ter sido interceptado por um grupo de cerca de 20 jovens antes da agressão.

A vítima foi transportada de ambulância ao Hospital de São José, onde recebeu suturas na cabeça, num total de 22 pontos. Registos de atendimento foram disponibilizados à PSP para ajudar na investigação.

O Ministério Público abriu um inquérito ao caso. O processo segue em investigação para apurar responsabilidades e circunstâncias da agressão.

Tentativas de confirmação oficial junto do Colégio Moderno, pela diretora Isabel Soares, não obtiveram resposta até ao momento. A instituição não detalhou a extensão da medida a todos os alunos.

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