- Catarina Martins condenou a imposição de limites à contratação de profissionais nas unidades locais de saúde, excecionando médicos, defendendo a autonomia de gestão do Serviço Nacional de Saúde (SNS).
- A candidata sublinhou que o SNS precisa de orçamento, de poder de contratação e de autonomia para decidir, para funcionar em todo o território.
- Segundo o jornal Público, a Direção Executiva do SNS comunicou aos conselhos de administração das ULS que, em 2025 e 2026, o aumento de efetivos não poderia exceder 2,4% face aos ativos a 31 de dezembro de 2024.
- Martins considerou a medida mais uma decisão errada do Governo, apontando cortes anteriores em medicamentos e a falta de autonomia para quem está no terreno tomar decisões adequadas.
- Durante a campanha, afirmou que o Governo pretende fragilizar o SNS e que as decisões sobre recursos humanos devem depender do orçamento do Estado e da gestão local.
A candidata presidencial Catarina Martins rejeitou a imposição de limites à contratação de profissionais, com excepção de médicos, para as unidades locais de saúde (ULS). Defendeu a autonomia de gestão das instituições e acusou o Governo de fragilizar o Serviço Nacional de Saúde (SNS).
Segundo o Público, a Direção Executiva do SNS informou, no fim de semana, aos conselhos de administração das ULS que, nos anos de 2025 e 2026, não seria possível aumentar o número de efetivos acima de 2,4% face aos profissionais ativos a 31 de dezembro de 2024.
Catarina Martins pronunciou-se aos jornalistas após uma visita ao projeto Seixal Criativo, apoiado pela Câmara Municipal do Seixal. Através da intervenção, a candidata criticou o que chamou de decisões anteriores do Executivo na área da saúde.
A candidata argumentou que o SNS só funciona com orçamento adequado, autonomia para contratar os profissionais necessários e poder de decisão sobre os recursos humanos. Acusou o Governo de sabotar o funcionamento dos serviços de saúde.
Relativamente à decisão de limitar contratações, Martins classificou-a como absurda. Defendeu que decisões estratégicas não devem ser tomadas por quem está longe do terreno e lembrou que os administradores hospitalares precisam de recursos para responder às necessidades locais.
Durante a campanha, a saúde tem sido um tema central para Catarina Martins. Ela sustenta que há uma estratégia governamental para fragilizar o SNS, algo que tem reiterado em diversos atos públicos.
A intervenção apontou ainda que gerir uma unidade de saúde requer orçamento suficiente e capacidade de definir o tipo de pessoal necessário. Sem esses elementos, acrescentou, é difícil responder aos exigentes do território.
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