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Cancro não terá vacina, mas pode ser controlado

Cancro não terá vacina, mas o controlo aumenta: dois terços sobrevivem; rastreio, prevenção e informação são cruciais

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Cancro não vai ter vacina mas pode ser controlado
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  • Dois terços das pessoas com cancro já não morrem da doença; não haverá vacina, e o foco recai sobre rastreio, prevenção, controlo e informação.
  • O diretor do IPATIMUP, Manuel Sobrinho Simões, sublinha que o cancro pode ser controlado, com abordagens personalizadas, sem falar em cura.
  • Iniciativa “Tratar o Cancro por Tu” entra na quinta edição, com sessões em Matosinhos, Guarda, Évora, Viana do Castelo, Guimarães e Angra do Heroísmo, até 12 de março.
  • Em cancro da mama, cerca de 70% das pessoas já não morrem da doença; 90% dos cancros não são herdados; o tabaco aumenta mutações genéticas, mas não é hereditário.
  • O programa foca-se na prevenção, deteção precoce e tratamento, com 24 sessões já realizadas, reunindo mais de 3.500 participantes.

Dois terços das pessoas com cancro já não morrem da doença, mas não haverá vacina. O foco, por isso, é o rastreio, a prevenção, o controlo e a informação, segundo o investigador Manuel Sobrinho Simões.

O diretor do IPATIMUP explicou que, apesar do aumento global de casos, a mortalidade tem vindo a baixar com melhores estratégias de gestão da doença. Não se fala em cura, mas em maior controlo do cancro ao longo do tempo.

Este conceito é o principal da quinta edição do ciclo Tratar o Cancro por Tu, que arranca já na terça-feira e decorre até 12 de março. O objetivo é tornar a linguagem sobre cancro mais acessível.

O evento envolve sessões em Matosinhos, Guarda, Évora, Viana do Castelo, Guimarães e Angra do Heroísmo, com foco na prevenção, deteção precoce e tratamento.

A sessão de abertura em Matosinhos contará com a presença da directora da IARC, Elisabete Weiderpass, que sublinha a importância de comunicar com clareza para melhorar a prevenção.

No programa, a iniciativa aborda a deteção precoce e o impacto dos rastreios oncológicos, bem como o acesso a tratamentos de precisão e a história familiar na genética do cancro.

A iniciativa já realizou 24 sessões e reuniu mais de 3.500 participantes em 15 cidades. Este ano, o ciclo volta a percorrer várias regiões do país.

Em Matosinhos, o ciclo analisa a deteção precoce e o papel dos rastreios na melhoria dos resultados. A 22 de janeiro, a Guarda discute a medicina de precisão e o acesso a novos fármacos.

Évora recebe, a 12 de fevereiro, uma sessão sobre hereditariedade e estudos genéticos, enquanto Viana do Castelo, a 19 de fevereiro, aborda ambiente, comportamento e prevenção.

Guimarães recebe, a 5 de março, o tema do diagnóstico cancro desde a biópsia até à decisão clínica, culminando, em Angra do Heroísmo, no dia 12 de março, com a prevenção de fatores de risco.

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