- Doente oncológica em fase terminal ficou deitada no chão nas urgências do Hospital de Coimbra na quinta-feira, alegadamente pela falta de macas; foi transportada num carro particular, pois não havia ambulâncias disponíveis.
- O filho relatou nas redes sociais que ligou para o 112, que informou envio de ambulância, mas minutos depois disse não haver viaturas disponíveis e que teriam de aguardar indefinidamente.
- Ao chegar, a mãe foi colocada no banco de trás do carro porque não se conseguia sentar; foi dito para usar uma cadeira de rodas e não havia maca; pediu-se que o familiar fosse buscar a maca.
- Alega-se que só quando a situação começou a ser registada é que houve ação; a doente recebeu morfina duas vezes, foi-lhe administrado soro e realizaram-se exames; o hospital sustenta que os meios existiam.
- O hospital afirma que a doente esteve inicialmente numa cadeira de rodas e que um familiar acabou por estender uma manta no chão para registar imagens; assegura que intervém de imediato e que não permite utentes permanecer no chão pela inexistência de meios.
Foi relatada uma situação grave nas urgências do Hospital de Coimbra, envolvendo uma doente oncológica em fase terminal que permaneceu deitada no chão devido à alegada falta de macas e de disponibilidade de ambulâncias. O relato foi feito pelo filho da paciente nas redes sociais.
Segundo a família, a doente foi transportada num carro particular após não ter chegado uma ambulância, apesar de terem sido asseguradas tentativas de deslocação pela via chamada 112. O filho descreve que, ao chegar às urgências, não havia meios para acomodar a paciente de forma adequada.
Ao longo da manhã, a família teria enfrentado dificuldades adicionais para obter assistência adequada. O filho alega que, diante da indisponibilidade de macas, a mãe foi mantida deitada no chão, numa situação que só terminou quando alguém registou a cena. A doente recebeu morfina em duas ocasiões e foi-lhe administrado soro, segundo o relato.
Reação e explicação do hospital
O Hospital de Coimbra negou a versão publicada, afirmando que a doente esteve inicialmente em cadeira de rodas, após avaliação de um enfermeiro, acompanhada por familiares. Um dos acompanhantes teria colocado uma manta no chão com o objetivo de registar imagens. A Administração Regional de Saúde afirmou ter intervindo de imediato ao ser informada, assegurando que não permite que utentes permaneçam no chão por falta de meios.
A instituição reforçou que, assim que detetou a situação, acionou os meios disponíveis e assegurou atendimento adequado à paciente. A administração sublinhou que, em situações de recurso, a prioridade é garantir a dignidade e a segurança dos utentes, recorrendo a soluções adequadas para o atendimento.
A comparação entre a narrativa apresentada pela família e a resposta oficial levanta questões sobre a gestão de recursos nas urgências. A nota oficial indica que houve avaliação inicial e encaminhamento, com colaboração de familiares, e que medidas foram tomadas de forma célere após a identificação do problema.
Em curso permanecem os passos de verificação e a coleta de informações para apurar exatamente o que aconteceu nas deslocações, no atendimento inicial e no acompanhamento da doente. O hospital e a tutela de saúde enfatizam o compromisso com a dignidade dos utentes e com a melhoria das dinâmicas de atendimento.
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