- O Bloco de Esquerda informou ter questionado formalmente o Governo sobre o caso de uma doente oncológica em estado terminal que se sentou no chão da urgência do Hospital de Coimbra, neste sábado.
- O BE exige respostas sobre as medidas para resolver a falta de macas nas urgências e reforçar o investimento no Sistema Nacional de Saúde (SNS).
- Fabian Figueiredo perguntado como é possível que, num hospital central de referência, não haja macas disponíveis para doentes em estado crítico ou terminal.
- O partido pediu números de doentes admitidos na urgência de Coimbra durante o periodo em que a doente esteve no chão e pediu medidas urgentes para aumentar macas, camas e profissionais de saúde para evitar incidents futuros.
O Bloco de Esquerda (BE) entregou hoje uma comunicação ao Governo sobre o caso de uma doente oncológica em estado terminal que, neste sábado, se viu obrigada a sentar-se no chão da urgência do Hospital de Coimbra. O episódio ocorreu devido à indisponibilidade de macas.
Segundo o BE, a situação expõe fragilidades estruturais do Serviço Nacional de Saúde (SNS) e reforça o apelo por investimento efetivo. Os bloquistas defendem que a dignidade dos doentes em fim de vida deve ser salvaguardada, mesmo em momentos de alta pressão assistencial.
Fabian Figueiredo, deputado do BE, enviou questões formais ao Governo e ao Ministério da Saúde para esclarecer o ocorrido. Questiona como é possível um hospital central de referência não ter macas disponíveis para acomodar doentes críticos ou terminais.
O requerimento do BE pede ainda números de doentes admitidos na urgência de Coimbra durante o período em que a doente esteve no chão, bem como medidas urgentes para reforçar macas, camas e profissionais no hospital. O objetivo é evitar recorrências deste tipo de situação no futuro.
A nota do BE acrescenta a necessidade de reforço do investimento no SNS para garantir condições mínimas de conforto e segurança, especialmente em fases críticas do tratamento e do fim de vida.
Fonte próxima do caso indicou ao CM que a situação foi reportada ao Ministério da Saúde, que ainda não divulgou um posicionamento público detalhado sobre as medidas a tomar no Hospital de Coimbra.
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