- Luísa Ximenez, Enfermeira Diretora demissionária da ULS Amadora-Sintra, acusa a ministra da Saúde de criar instabilidade ao demitir dois Conselhos de Administração num espaço de menos de um ano.
- Diz ter sentido “ausência total de apoio” de Ana Paula Martins e critica o primeiro-ministro Luís Montenegro por defender que os problemas da Saúde não se resolvem com demissões.
- Afirma que Ana Paula Martins é a “líder das demissões” e que o novo Conselho de Administração entrará sem conhecer a realidade da instituição.
- Explica ter-se demitido por ausência de apoio e pela demora na substituição do presidente do CA, dizendo que não reconhece os motivos alegados para a demissão.
- Indica que terá uma reunião com Ana Paula Martins nesta sexta-feira, num contexto de forte pressão no hospital, com mais de cem enfermeiros de urgência a apresentar escusas; recorda que o presidente do CA, Carlos Sá, demitiu-se há dois meses e foi afastado em novembro.
A enfermeira diretora demissionária da ULS Amadora-Sintra, Luísa Ximenez, acusa a ministra da Saúde de criar instabilidade ao demitir dois Conselhos de Administração no espaço de menos de um ano. A posição surge numa entrevista à SIC Notícias.
Ximenez diz ter sentido uma ausência total de apoio por parte de Ana Paula Martins e critica o primeiro-ministro por defender que os problemas da Saúde não se resolvem com demissões. Alega que a líder das demissões é Ana Paula Martins.
A demissão ocorreu num contexto de forte pressão no serviço de Urgência, com mais de 100 enfermeiros a entregar escusas de responsabilidade. O atual presidente do CA, Carlos Sá, já tinha demitido há dois meses.
Contexto na ULS Amadora-Sintra
Luísa Ximenez explica ter deixado o cargo após a demora na substituição do presidente do CA e por não ter recebido um rumo definido pela tutela. Segundo ela, o sem apoio impede a gestão efetiva da instituição.
Apesar da saída de Ximenez, Ana Paula Martins convocou uma reunião para esta sexta-feira, informou a própria instituição. A reunião ocorre num momento em que o hospital enfrenta aumento de afluência e incertezas sobre a liderança.
Carlos Sá afastou-se do cargo há dois meses, após polémica relacionada com a morte de uma grávida guineense. A saída do presidente ocorreu antes da demissão de Ximenez, que se seguiu na mesma semana.
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