- Na última semana, os internamentos em cuidados intensivos por gripe aumentaram, com 1.340 casos de gripe e excesso de mortalidade por todas as causas registados pelo INSA.
- Desde o início da época 2025/2026 (semana 40/2025), foram notificados 59.135 casos de infeção respiratória e identificados 11.795 casos de gripe pela Rede Portuguesa de Laboratórios.
- Entre 29 de dezembro de 2025 a 4 de janeiro de 2026, a proporção de gripe em unidades de cuidados intensivos foi de 18,8%, acima dos 11,3% da semana anterior; 27 casos de gripe foram reportados por 16 UCI.
- Foram admitidos 91 casos de infeção respiratória aguda grave (SARI) nas Unidades Locais de Saúde com dados, correspondendo a uma taxa de 11,7 por 100 mil habitantes; o Vírus Sincicial Respiratório foi o agente mais detetado.
- Na avaliação da diversidade genética do SARS-CoV-2, desde a semana 21 de 2025 foram analisadas 911 amostras, com sete variantes em circulação, destacando-se a Ómicron BA.2.86 XFG, presente em 60,3% dos casos sequenciados.
O aumento dos internamentos em unidades de cuidados intensivos (UCI) por gripe foi confirmado pelo INSA nesta semana. Entre 29 de dezembro e 4 de janeiro de 2026 observaram-se 1.340 casos de gripe e um excedente de mortalidade por todas as causas.
Desde o início da época 2025/2026, os laboratórios da Rede Portuguesa notificaram 59.135 infeções respiratórias e identificaram 11.795 casos de gripe. A proporção de gripe em UCI foi de 18,8%, face a 11,3% na semana anterior.
Entre os 27 casos de gripe reportados por 16 UCI, 14 são de pessoas com 65 anos ou mais. Há ainda cinco entre 55 e 64, cinco entre 45 e 54 e três entre 35 e 44. Do total, 22 tinham doença crónica e 24 tinham indicação para vacinação.
Dados da gripe e SARI
Na semana em análise foi registada a admissão de 91 casos de infeção respiratória aguda grave (SARI) em unidades que reportaram dados, o que representa 11,7 casos por 100 mil habitantes. As taxas de SARI mantêm-se elevadas em maiores de 65 anos.
Foram identificados ainda 397 casos com outros agentes respiratórios; o Vírus Sincicial Respiratório (RSV) foi o mais detetado entre estes. Desde a semana 40/2024, foram reportadas 74 internações por RSV em crianças com menos de 24 meses pela vigilância VigiRSV.
Expostos dados demográficos apontam que, na semana, houve excesso de mortalidade em todas as regiões de Portugal continental, entre sexos e nos grupos etários 45-64, 65-74, 75-84 e 85 ou mais.
Na área da vigilância genética do SARS‑CoV‑2, desde a semana 21/2025 foram analisadas 911 amostras positivas. Foram detetadas sete variantes em circulação, com a Ómicron BA.2.86 XFG a dominar 60,3% dos casos sequenciados.
Genética do SARS-CoV-2
O INSA destaca que o acompanhamento genómico visa compreender a evolução da covid-19 no território. O resultado mais frequente indica boa diversidade, sem indicar novo surto regional. As autoridades mantêm a vigilância contínua para ajustar medidas, se necessário.
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