- O Infarmed alerta para escassez de medicamentos com quetiapina em comprimidos de libertação prolongada, usados no tratamento da esquizofrenia, depressão e episódios bipolares, devido a constrangimentos na principal unidade fabril na Grécia.
- A indisponibilidade abrange todas as dosagens desta forma farmacêutica e é transversal a toda a Europa, com recuperação prevista apenas no primeiro semestre de 2026.
- O Infarmed recomenda aos médicos alternativas terapêuticas, aos distribuidores que garantam uma distribuição equitativa e às farmácias que dissenssem apenas um mês de tratamento, mediante historial do doente.
- As autoridades europeias acompanham a situação e avaliam medidas para mitigar o impacto, incluindo a possibilidade de transição de alguns pacientes para quetiapina de libertação imediata ou para outros antipsicóticos, conforme cada caso.
- A exportação destes medicamentos está proibida até normalização do abastecimento; os utentes devem contactar o médico para opções terapêuticas alternativas se não puderem obter o medicamento.
O Infarmed informou a escassez de medicamentos com quetiapina, usados no tratamento da esquizofrenia, depressão e episódios bipolares. A dificuldade de abastecimento afeta principalmente os comprimidos de libertação prolongada e resulta de constrangimentos na principal unidade fabril, na Grécia.Solicitam-se alternativas terapêuticas aos médicos e a limitação da dispensa a um mês às farmácias.
A indisponibilidade abrange todas as dosagens da quetiapina na forma de comprimidos de libertação prolongada, numa situação transversal a toda a Europa. A Agência Europeia de Medicamentos e outras autoridades têm monitorizado a situação, estimando que os constrangimentos deverão manter-se até ao primeiro semestre de 2026.
O Infarmed, após consulta à Comissão Nacional de Farmácia e Terapêutica, divulgou recomendações para médicos, distribuidores grossistas, farmácias e pacientes. Em caso de transição entre antipsicóticos, alguns doentes poderão recorrer à quetiapina de libertação imediata, com titulação da dose caso a caso, e podem considerar-se outras opções como zotepina ou olanzapina. A prescrição de quetiapina de libertação prolongada deve ficar reservada a doentes já em tratamento sem alternativa terapêutica viável.
Distribuição de forma equitativa
A distribuição das embalagens disponíveis entre as farmácias deve ser equitativa e criteriosa. A exportação destes medicamentos permanece proibida até normalização do abastecimento. As farmácias devem dispensar apenas um mês de tratamento, após consulta ao histórico do doente, para assegurar o atendimento global.
Caso o utente não obtenha o medicamento, deve contactar o médico para indicar uma alternativa terapêutica apropriada. O objetivo é mitigar o impacto da ruptura de stock enquanto persiste a dificuldade de abastecimento.
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