- A Comissão de Utentes da Saúde do Seixal (CUSCS) classificou como de enorme gravidade o caso de um homem de 78 anos que morreu após esperar cerca de três horas por socorro do INEM.
- O caso ocorreu no Seixal e envolve atraso na resposta a um pedido classificado como prioridade 3, cuja previsão de resposta é de sessenta minutos.
- A CUSCS responsabiliza o Governo, o Ministério da Saúde e a Direção Executiva do SNS, afirmando que houve agravamento recente da oferta de serviços de saúde públicos.
- A comissão acusa uma desvalorização do setor público e aponta para um caminho de privatização do SNS, mencionando crescimento do investimento privado e dos seguros de saúde.
- A IGAS abriu um inquérito para apurar a qualidade do serviço, com foco na prontidão do INEM.
O caso ocorreu no Seixal, onde um homem de 78 anos morreu após esperar cerca de três horas por socorro do INEM. O pedido de socorro chegou com prioridade 3, que prevê resposta em 60 minutos. O incidente ocorreu esta quarta-feira.
A Comissão de Utentes da Saúde do Seixal (CUSCS) classificou o caso como de enorme gravidade, afirmando que se soma a episódios semelhantes no país e criticando a redução da resposta dos serviços públicos de saúde.
A CUSCS responsabiliza o Governo, o Ministério da Saúde e a Direção Executiva do SNS, defendendo que a situação tem vindo a agravar-se nos últimos meses com a diminuição da oferta de serviços públicos em todas as áreas.
A organização alerta ainda para uma desvalorização do setor público, interpretando-a como parte de um caminho que pode visar a privatização do SNS ou de grande parte dos seus serviços, com crescimento do investimento privado e dos seguros de saúde.
Investigação da IGAS
A Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS) abriu um inquérito para apurar a qualidade do serviço, em especial a prontidão do INEM. O documento visa esclarecer prazos, procedimentos e responsabilidades no atendimento.
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