- No final de 2024, havia 1.792 utentes em espera nas Equipas de Cuidados Continuados Integrados, mais 14,7% que em 2022 e menos 0,7% que em 2023; aumento de 43% nos utentes em espera segundo o regulador.
- A região de Lisboa e Vale do Tejo apresentava os tempos médios de internamento mais elevados, especialmente nas Unidades de Convalescença (UC) e nas Unidades de Média Duração e Recuperação (UMDR).
- Os tempos de espera médios foram de 56 dias nas ULDM, 47 dias nas UMDR, 14 dias nas UC e 14 dias nas ECCI, com maior mediana de espera nas ULDM na região Centro (38 a 134 dias) e nas UMDR no Alentejo (66 dias).
- O número de camas contratadas aumentou, destacando-se as UC com +12% e as ECCI com +11,5%.
- Em 2024, a RNCCI tinha 1.391 lugares em UC, 3.333 em UMDR, 5.246 em ULDM e 6.712 nas ECCI.
As Equipas de Cuidados Continuados Integrados (ECCI) registaram um aumento de 43% no número de utentes à espera de vaga, segundo a Entidade Reguladora da Saúde (ERS). A monitorização de 2024 aponta para tempos médios de internamento superiores ao recomendado, sobretudo em Lisboa e Vale do Tejo.
Os dados da RNCCI indicam que, no final de 2024, estavam à espera 1.792 utentes, mais 14,7% que em 2022 e menos 0,7% que no final de 2023. A ERS sublinha uma tendência de maior duração de internamento na rede.
O maior volume de utentes em espera concentrou-se nas ULDM, com 700 pessoas. Estas unidades destinam internamentos superiores a 90 dias. Nos restantes tipologias, os números também apresentaram variação relevante.
Mais de 90% da população residente em Portugal continental reside a 30 minutos ou menos de uma UMDR (internamentos de 30 a 90 dias) e de uma ULDM. O acesso a uma UC fica a 80% a 30 minutos.
Entre 12,8% e 19,6% dos utentes internados em 2024 encontravam-se a mais de 60 minutos de distância da sua residência, conforme a tipologia. Entre 47,3% e 56,4% estavam a 30 minutos ou menos.
Os dados indicam que o número de utentes nas UMDR e ULDM diminuiu face a 2023. Por outro lado, aumentaram as camas contratadas em todas as áreas da rede, com destaque para as UC ( +12%) e para as ECCI ( +11,5%).
A ERS aponta para grande heterogeneidade regional no rácio de vagas por 1.000 habitantes com 65+ anos, mantendo-se a ausência de UC na NUTS III Alto Tâmega e Barroso e Lezíria do Tejo.
Em Portugal continental, UC e ECCI registaram aumento de vagas por 1.000 habitantes com 65 ou mais anos. As diferenças regionais persistem nos tempos de espera entre tipologias.
Entre os tempos de espera, as ULDM tiveram as maiores medianas (56 dias) e as UMDR, 47 dias. As UC registaram 14 dias, tanto na média como na mediana, limitando variações regionais.
As ULDM mostraram tanto a mediana de espera mais elevada como o maior número de utentes em lista de espera, com valores regionais entre 38 dias (Centro) e 134 dias (Algarve).
Nas UMDR, a região do Alentejo registrou a mediana mais alta (66 dias) e o Centro a mais baixa (20 dias). Nas UC, a mediana variou entre 7 dias (Algarve) e 20 dias (Lisboa e Vale do Tejo).
Na ECCI, os valores variaram entre 3 dias (Algarve) e 20 dias (Norte), segundo a região de saúde. A ERS alerta para consequências de atrasos na identificação de vaga na RNCCI.
A RNCCI contava, a 31 de dezembro de 2024, com 1.391 lugares em UC, 3.333 em UMDR, 5.246 em ULDM e 6.712 nas ECCI. Os números ajudam a entender o peso das listas de espera na rede.
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