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Devolução de diplomas na saúde abre oportunidade de diálogo

Presidência devolve ao Governo três diplomas da saúde para aperfeiçoamento, abrindo diálogo sobre SINACC, centralização de urgências e tarefeiros no SNS

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Mariana Vieira da Silva
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  • O Presidente da República devolveu ao Governo três decretos-lei da saúde para aperfeiçoamento, criados em outubro, segundo confirmou a assessoria de Belém.
  • O objetivo é avançar com reformas relevantes na saúde, através de diálogo com o setor e com os partidos, conforme destacou Mariana Vieira da Silva, deputada do PS.
  • Os diplomas tratam da contratação de médicos tarefeiros, da centralização regional de urgências e da gestão de listas de espera.
  • O Governo já tinha confirmado que o Presidente solicitou o aperfeiçoamento dos diplomas e que está a analisar o conteúdo.
  • Entre as medidas previstas estavam o modelo de coordenação e centralização regional de serviços de urgência e o Sistema Nacional de Acesso a Consulta e Cirurgia (SINACC), bem como o regime de contratação de médicos em regime de prestação de serviços.

O PS considerou este sábado que o pedido de aperfeiçoamento de diplomas da saúde, feito pelo Presidente da República ao Governo, representa uma boa notícia e uma oportunidade de diálogo com o setor e com os partidos. A incidência central é a possibilidade de reformar, em conjunto, diplomas que influenciam o SNS.

A deputada Mariana Vieira da Silva afirmou que o retorno dos diplomas para correção permite ao Governo conduzi-las no contexto adequado, com participação de diversos atores. O objetivo é assegurar reformas feitas em diálogo com quem atua na saúde.

O Governo confirmou à Lusa que o Presidente pediu o aperfeiçoamento de três decretos-lei, relativos a contratação de médicos tarefeiros, centralização regional de urgências e gestão de listas de espera. A análise está em curso.

A devolução dos decretos ao Governo foi noticiada por vários órgãos de comunicação. O Palácio de Belém ainda não informou se houve envio formal nem quando.

O executivo explicou que um dos diplomas aprova um modelo de coordenação e centralização regional de serviços de urgência, enquanto outro cria o Sistema Nacional de Acesso a Consulta e Cirurgia (SINACC). O SINACC deverá funcionar em articulação com oferta social e privada.

O terceiro diploma aborda o regime de contratação de médicos em regime de prestação de serviços, designados tarefeiros. O Governo sustenta que a medida visa disciplinar, racionalizar e impedir abusos, procurando maior justiça para os médicos vinculados ao SNS.

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