Em Alta futeboldesportointernacionaispessoasnotícia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

EAPN defende políticas sociais adaptadas às realidades locais

Mapa nacional de vulnerabilidades sociais evidencia heterogeneidade regional e exige políticas públicas ajustadas às realidades locais

Telinha
Por
EAPN defende políticas sociais ajustadas às realidades locais
0:00
Carregando...
0:00
  • O Observatório da Rede Europeia Anti-Pobreza (EAPN) Portugal apresenta o Mapa Nacional de Vulnerabilidades Sociais, que defende políticas ajustadas às realidades locais com dados a nível de concelho e freguesia.
  • O estudo mostra regiões envelhecidas e outras mais jovens, situadas sobretudo no litoral e nos Açores, com desafios diferentes para cada perfil demográfico.
  • As regiões do Norte e do interior enfrentam maior preponderância de envelhecimento, enquanto zonas específicas sofrem com habitação, pressão habitacional e desemprego.
  • A análise assinala que a sazonalidade afeta sobretudo o Algarve, o Alentejo e a Madeira, ligando-os a turismo e agricultura, além de destacarem vulnerabilidades na habitação e no arrendamento apoiado.
  • O objetivo é evidenciar a heterogeneidade da vulnerabilidade social e estudar políticas diferenciadas; em 2026 prevêem discutir os resultados com autarquias e outros interessados, numa abordagem centrada nas cinco áreas-chave: demografia, classes sociais, desemprego, acesso a serviços e habitação.

O Observatório da Rede Europeia Anti-Pobreza (EAPN) Portugal apresentou o Mapa Nacional de Vulnerabilidades Sociais. O documento defende políticas públicas ajustadas às realidades locais, com critérios de majoração ou apoios diferenciados consoante as regiões.

O estudo procura evidenciar a heterogeneidade da vulnerabilidade em Portugal. Analisa dados a nível micro, incluindo distritos, concelhos e freguesias, para orientar respostas mais específicas às carências locais.

A socióloga Ana Teixeira destaca que existem regiões particularmente envelhecidas, com vulnerabilidade associada, e outras mais jovens, com famílias alargadas e pressão habitacional. Os dados apontam áreas no litoral e nos Açores.

As regiões do Norte e do interior são apontadas como onde o envelhecimento tem maior peso. O objetivo não é classificar territórios, mas interpretar a dimensão qualitativa da vulnerabilidade.

Os territórios apresentam dinâmicas distintas em relação à qualificação, aos rendimentos e ao emprego. O estudo analisa situações de desemprego e dependência de prestações sociais.

Regiões como Algarve, Alentejo e Madeira são consideradas sensíveis à sazonalidade dos mercados de trabalho, sobretudo devido ao turismo e à agricultura.

Outra área analisada é a habitação, com foco na vulnerabilidade energética e no arrendamento apoiado. O Alentejo surge entre os mais sensíveis ao arrendamento.

No interior do Norte e nas ilhas, destacam-se situações de vulnerabilidade energética. O mapa visa demonstrar diferenças regionais para orientar políticas específicas.

Áreas analisadas

O estudo abrange cinco áreas fundamentais: demografia, classes sociais, desemprego, acesso a serviços e habitação. Esta estrutura permite comparar fatores de vulnerabilidade entre territórios.

A abordagem demográfica facilita perceber que regiões com perfis populacionais distintos enfrentam desafios diferentes, exigindo respostas diferenciadas.

Os autores pretendem que, até 2026, haja discussão com autarquias e outros intervenientes sobre a diferenciação de políticas conforme as necessidades locais.

Próximos passos

Os investigadores prevêem reunir dados com autarquias e atores interessados para validar a leitura regional da vulnerabilidade. O objetivo é orientar políticas públicas mais ajustadas.

O estudo continuará a ser desenvolvido com dados de indicadores estatísticos organizados por cinco áreas, para sustentar futuras recomendações.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais