- O Observatório da Rede Europeia Anti-Pobreza (EAPN) Portugal apresenta o Mapa Nacional de Vulnerabilidades Sociais, que defende políticas ajustadas às realidades locais com dados a nível de concelho e freguesia.
- O estudo mostra regiões envelhecidas e outras mais jovens, situadas sobretudo no litoral e nos Açores, com desafios diferentes para cada perfil demográfico.
- As regiões do Norte e do interior enfrentam maior preponderância de envelhecimento, enquanto zonas específicas sofrem com habitação, pressão habitacional e desemprego.
- A análise assinala que a sazonalidade afeta sobretudo o Algarve, o Alentejo e a Madeira, ligando-os a turismo e agricultura, além de destacarem vulnerabilidades na habitação e no arrendamento apoiado.
- O objetivo é evidenciar a heterogeneidade da vulnerabilidade social e estudar políticas diferenciadas; em 2026 prevêem discutir os resultados com autarquias e outros interessados, numa abordagem centrada nas cinco áreas-chave: demografia, classes sociais, desemprego, acesso a serviços e habitação.
O Observatório da Rede Europeia Anti-Pobreza (EAPN) Portugal apresentou o Mapa Nacional de Vulnerabilidades Sociais. O documento defende políticas públicas ajustadas às realidades locais, com critérios de majoração ou apoios diferenciados consoante as regiões.
O estudo procura evidenciar a heterogeneidade da vulnerabilidade em Portugal. Analisa dados a nível micro, incluindo distritos, concelhos e freguesias, para orientar respostas mais específicas às carências locais.
A socióloga Ana Teixeira destaca que existem regiões particularmente envelhecidas, com vulnerabilidade associada, e outras mais jovens, com famílias alargadas e pressão habitacional. Os dados apontam áreas no litoral e nos Açores.
As regiões do Norte e do interior são apontadas como onde o envelhecimento tem maior peso. O objetivo não é classificar territórios, mas interpretar a dimensão qualitativa da vulnerabilidade.
Os territórios apresentam dinâmicas distintas em relação à qualificação, aos rendimentos e ao emprego. O estudo analisa situações de desemprego e dependência de prestações sociais.
Regiões como Algarve, Alentejo e Madeira são consideradas sensíveis à sazonalidade dos mercados de trabalho, sobretudo devido ao turismo e à agricultura.
Outra área analisada é a habitação, com foco na vulnerabilidade energética e no arrendamento apoiado. O Alentejo surge entre os mais sensíveis ao arrendamento.
No interior do Norte e nas ilhas, destacam-se situações de vulnerabilidade energética. O mapa visa demonstrar diferenças regionais para orientar políticas específicas.
Áreas analisadas
O estudo abrange cinco áreas fundamentais: demografia, classes sociais, desemprego, acesso a serviços e habitação. Esta estrutura permite comparar fatores de vulnerabilidade entre territórios.
A abordagem demográfica facilita perceber que regiões com perfis populacionais distintos enfrentam desafios diferentes, exigindo respostas diferenciadas.
Os autores pretendem que, até 2026, haja discussão com autarquias e outros intervenientes sobre a diferenciação de políticas conforme as necessidades locais.
Próximos passos
Os investigadores prevêem reunir dados com autarquias e atores interessados para validar a leitura regional da vulnerabilidade. O objetivo é orientar políticas públicas mais ajustadas.
O estudo continuará a ser desenvolvido com dados de indicadores estatísticos organizados por cinco áreas, para sustentar futuras recomendações.
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