- O Hospital Fernando da Fonseca é exceção ao SNS pelo tempo de espera nas urgências, devido a questões conjunturais e estruturais.
- O diretor executivo do SNS, Álvaro Almeida, diz que, apesar de os tempos estarem elevados, estão geralmente alinhados com a época do ano, com casos específicos no hospital da ULS Amadora/Sintra.
- Em Viseu, a média de tempos de espera fica acima do desejado, mas menos pronunciada do que no Fernando da Fonseca; a situação tem melhorado em comparação com anos anteriores.
- O SNS sublinha que os problemas do Fernando da Fonseca não devem generalizar-se ao conjunto da rede; a média nacional continua elevada, com exemplos de tempos acima do recomendado.
- A promulgação da legislação para as urgências regionais na Península de Setúbal mantém-se pendente, com a primeira urgência regional prevista para início de 2026, dependendo da publicação da medida.
O Hospital Fernando da Fonseca, da Unidade Local de Saúde (ULS) Amadora/Sintra, é apontado pelo SNS como exceção ao tempo de espera nas urgências. Álvaro Almeida revelou que, apesar de haver tempos elevados, em geral estão alinhados com a época do ano.
O responsável acrescentou que o hospital em Amadora/Sintra enfrenta problemas específicos por questões conjunturais e estruturais, o que provoca atrasos mais acentuados do que noutras unidades do SNS. O SNS afirma que a média nacional está acima do desejado, mas não generaliza.
Almeida sublinhou que os tempos exagerados no Hospital Fernando da Fonseca não devem refletir a norma do SNS. Em Viseu, por exemplo, a média está abaixo de 80 minutos, ainda que previamente tenha havido picos muito superiores em anos anteriores.
Durante a visita ao serviço de urgência do Hospital de São Teotónio, na ULS Viseu Dão-Lafões, o diretor executivo reforçou que o SNS tem feito ajustes para reduzir tempos de espera, sem comprometer a qualidade de atendimento.
Urgência regional em Setúbal aguarda legislação
O SNS aguarda a promulgação do regime jurídico que cria as urgências regionais na Península de Setúbal, onde atuam três hospitais (Setúbal, Barreiro e Almada). A iniciativa visa centralizar a urgência externa no Hospital Garcia de Orta.
A ministra da Saúde, Ana Paula Martins, anunciou, em outubro, a aprovação do regime jurídico. A medida está dependente da publicação, para avançar com a implementação no início de 2026.
O regime prevê manter a atividade programada das maternidades e blocos de parto nos três hospitais da região, com a urgência externa referenciada ao INEM centralizada no Garcia de Orta. A mudança baseia-se em estudo técnico sobre a organização das urgências.
Os hospitais da Península de Setúbal enfrentam constrangimentos por falta de profissionais de obstetrícia e ginecologia, levando a encerramentos temporários de urgência.
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