- O Hospital Fernando da Fonseca é exceção aos tempos de espera nas urgências do SNS, devido a questões conjunturais e estruturais que elevam esses tempos.
- Em média, os tempos de espera no SNS continuam acima do recomendado em alguns locais, com exemplos: dois minutos? (correction) Dois horas nos serviços amarelos e duzentos? Não. Corrigir: duas horas. Em Viseu, o tempo ronda os 90 minutos; no conjunto do SNS já houve episódios de até 130 minutos de média nacional.
- O diretor executivo do SNS disse que o problema do Hospital Fernando da Fonseca não reflete a norma do SNS e que continua a procurar soluções.
- Está a aguardar-se a promulgação da legislação para arrancar as urgências regionais na Península de Setúbal, com a centralização da urgência externa no Hospital Garcia de Orta; o lançamento pode ocorrer no início de 2026.
- O regime regional envolve três hospitais da região (Setúbal, Barreiro e Almada), mantendo a atividade de maternidades e bloco de partos, com a urgência externa a ser referenciada pelo INEM e gerida a partir do Garcia de Orta.
O Hospital Fernando da Fonseca, unidade da ULS Amadora/Sintra, é visto como exceção pelo tempo de espera nas urgências do SNS. O diretor executivo Álvaro Almeida explicou que, embora a média esteja alta, é sobretudo específico daquele hospital a dominar o registo de tempos mais longos.
Segundo o responsável, a situação resulta de uma combinação de problemas conjunturais e estruturais naquela unidade. O SNS continua atento e trabalha para reduzir esses tempos, sem que o caso de Amadora/Sintra traduza a realidade do SNS como um todo.
Almeida destacou ainda que, em média, os tempos de espera ainda podem exceder o recomendado, mas que o SNS observa melhoria face a anos anteriores, quando os registos chegavam a 130 minutos. O foco é manter as urgências sob vigilância constante.
Urgência regional na Península de Setúbal depende de legislação
O SNS aguarda a promulgação da legislação para arrancar com as urgências regionais na Península de Setúbal, que envolve os hospitais de Setúbal, Barreiro e Almada. A centralização da urgência externa ficará no Hospital Garcia de Orta.
A ministra da Saúde, Ana Paula Martins, anunciou a aprovação do regime jurídico que cria as urgências regionais, com a entrada em vigor prevista para início de 2026. O regime só será aplicado quando não houver continuidade da urgência por falta de recursos humanos.
Os três hospitais da região manterão a atividade programada das maternidades e blocos de parto. A urgência externa ficará centralizada, segundo estudo técnico, no Garcia de Orta, com referência de emergências pelo INEM.
A criação das urgências regionais é parte do Programa do Governo, visando lidar com constrangimentos de profissionais, especialmente em obstetrícia e ginecologia, que têm levado ao encerramento provisório de serviços.
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