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Do poço de petróleo à COP30: trajetória rumo à conferência climática

Guerreras pela Amazónia chegam à COP30 para exigir ao Estado o cumprimento da sentença e a eliminação dos queimadores de petróleo

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  • Uma jovem da Amazónia equatoriana cresceu junto a um poço de petróleo, vivendo cercada de fogo e poluição que afetam a saúde, a flora e a fauna da região.
  • Aos 11 anos, viu milhares de insetos mortos sob um queimador durante um “toxic tour” da União dos Afetados pela Texaco, o que a motivou a agir.
  • Com o apoio da UDAPT e do coletivo Eliminem os Queimadores, Acendam a Vida, processaram o Estado equatoriano e conseguiram que a justiça ordenasse o apagamento dos queimadores, ainda que estes permaneçam acesos.
  • Defensoras jovens enfrentam críticas, bloqueios policiais e até atentados; em Fevereiro de 2024 a casa da autora foi incendiada para tentar silenciá-la.
  • Chegar à COP30 em Belém, Brasil, serve para exigir que o Estado cumpra a sentença, defender os direitos humanos e mostrar que cuidar do meio ambiente é investimento social, não gasto. As Guerreiras pela Amazónia pretendem mobilizar consciências e apoiar ações climáticas.

Desde a Amazónia equatoriana, uma jovem ativista relata junto de outras militantes a vida junto a um poço de petróleo, expondo impactos ambientais e direitos humanos. O seu testemunho acompanha a preparação para a COP30, em Belém, Brasil, com foco na região amazónica.

A narrativa envolve a Guerreras pela Amazonía, um grupo de jovens defensoras climáticas. Elas afirmam ter vivido na frente de queimadores de petróleo ativos, que emitem gases como metano, com efeitos sobre a saúde local e a biodiversidade.

Em 2014, a comunidade começou a organizar-se com o apoio da UDAPT, para exigir o fecho dos queimadores e a proteção dos direitos da natureza. A ação resultou, em 2022, num veredito judicial que obrigou o Estado a apagar as chamas.

Apesar da decisão, os queimadores continuam ligados. As ativistas descrevem consequências para a fauna, água e qualidade do ar, bem como críticas recebidas por serem jovens e mulheres.

Relativamente a obstáculos, citam bloqueios de estradas por forças policiais ou militares, alegando ordens do governo para impedir reuniões com autoridades. Estas ocorrências teriam visado silenciar a denúncia ambiental.

Em fevereiro de 2024, a família de uma das organizadoras foi alvo de um atentado com explosivo na entrada da casa, causado por quem pretendia calar a voz da ativista. Não houve feridos graves, mas o incidente foi qualificando como tentativa de intimidação.

A COP30, realizada em Belém, é apresentada como oportunidade de destacar a situação na Amazónia. A participação busca exigir cumprimento de sentenças e compromissos reais de proteção ambiental e direitos humanos, sem depender de favores.

As Guerreiras pela Amazonía defendem que a proteção ambiental não é custo, mas investimento social. O grupo incentiva a consciencialização global e cita, entre iniciativas, campanhas da Amnistia Internacional para mobilizar apoio a ações concretas.

Em tom de mensagens públicas, a ativista Leonela Moncayo, associada ao movimento, reforça a necessidade de voz das comunidades locais, incluindo jovens e pessoas de origens indígenas, para defender a floresta, a água e a vida animal.

Esta história é partilhada com o objetivo de destacar a ligação entre poluição, violação de direitos e a importância de ações políticas efetivas para a conservação da Amazónia, bem como para a participação de jovens na defesa ambiental.

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