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CIG alerta para falta de paridade no desporto

Comissão alerta para desigualdade de género no desporto em Portugal, com presidentes exclusivamente homens nas federações e baixa presença feminina nos executivos

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CIG alerta para falta de paridade no setor do desporto
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  • A Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género (CIG) alerta para uma desigualdade de género no setor desportivo em Portugal, considerado “altamente masculinizado”.
  • A análise de 2024, a partir de dez federações desportivas nacionais, mostra que 100% dos cargos de presidência são ocupados por homens, com algumas federações lideradas por mulheres (Dança Desportiva, Petanca, Lohan Tao Kempo).
  • Em média na União Europeia a 27, uma mulher é presidente em 12% das federações desportivas; em Portugal, a presença feminina é ligeiramente abaixo da média comunitária nos cargos de vice-presidência e executivos.
  • Nos cargos de vice-presidente das federações, apenas 21% são ocupados por mulheres (oito de 39); nos membros do executivo, 23% são mulheres (22 de 94).
  • Em Comités Olímpicos Nacionais, Portugal não tem mulher nos cargos de presidente nem nos responsáveis pelo executivo; nas vice-presidências e executivos há alguma presença feminina, mas ainda sub-representada. No governo da área do desporto, Portugal registra 100% de homens em cargos de governo/executivo, com Margarida Balseiro Lopes à frente da pasta Cultura, Juventude e Desporto.

A Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género (CIG) alerta para uma profunda desigualdade de género nas estruturas de liderança do desporto em Portugal. A análise de 2024, apresentada no Boletim Estatístico 2025, mostra um setor amplamente masculinizado e com baixa representatividade feminina nos cargos de direção.

Entre as federações desportivas nacionais, a CIG observou uma assimetria evidente nos órgãos dirigentes, sobretudo na presidência. Em 10 federações analisadas, 100% dos cargos de presidência são ocupados por homens. Existem exceções em federações lideradas por mulheres, como Dança Desportiva, Petanca e Lohan Tao Kempo.

Dados-chave por guiões de liderança

Na média europeia, 12% das presidências são de mulheres, valor que Portugal fica aquém. Em cargos de vice-presidência, apenas 21% pertencem a mulheres, entre 39 vagas analisadas. No executivo das federações, a proporção é de 23% para mulheres.

A CIG realça que há paridade no cargo de responsável do executivo em 50%, acima da média da UE27 (27%). No entanto, a presença feminine no conjunto dos vice-presidentes e executivos permanece visivelmente abaixo da média europeia.

Comitês Olímpicos Nacionais e governo

Para os CON, com dados de 2024, persiste a desigualdade: sem mulheres em presidency e em cargos de executivo, o que distingue Portugal negativamente. Mesmo nos cargos de vice-presidência e de executivo, a presença feminina é baixa (25% e 30,8%).

Nos ministérios responsáveis pelo desporto, também em 2024 a disparidade é marcada: não há mulheres em cargos de administrador sénior na esfera pública. Já no executivo político ligado ao desporto, Portugal apresenta 100% de homens, embora a média da UE27 permaneça predominantemente masculina.

Situação institucional atual

No governo em vigor, a pasta da Cultura, Juventude e Desporto é ocupada por uma mulher, Margarida Balseiro Lopes. A CIG conclui que, apesar do aumento do emprego no setor, o desporto permanece fortemente masculinizado, com desigualdades relevantes na liderança e na decisão.

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