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Morre Maher Younis, palestiniano detido 40 anos em Israel

Morre Maher Younis, um dos dois palestinianos a cumprir quarenta anos de prisão em Israel, libertado em 2023 após redução da pena

Maher Younis esteve 40 anos detido
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  • O movimento Fatah anunciou a morte de Maher Younis, aos 68 anos, conhecido por ter passado 40 anos detido em prisões israelitas.
  • Younis foi condenado em 1983, juntamente com o primo Karim Yunis, pelo rapto e homicídio do militar israelita Avi Bromberg, ocorrido em 1980.
  • Os dois, cidadãos árabe-israelitas da cidade de Ara, tornaram-se símbolos das complexas comunidades mistas em Israel.
  • Foram libertados em janeiro de 2023, após terem cumprido 40 anos de prisão; Karim saiu primeiro, duas semanas depois Maher.
  • A Fatah emitiu um comunicado de condolências e reiterou o compromisso de prosseguir a luta pelo direito nacional palestiniano.

Maher Younis, figura histórica da Fatah na Cisjordânia, morreu aos 68 anos, anunciou o movimento palestiniano neste domingo. Younis esteve preso em Israel durante 40 anos, cumprindo pena relacionada com crimes cometidos há várias décadas.

Em 1983, Younis e o primo Karim Yunis foram condenados pelo rapto e homicídio do militar israelita Avi Bromberg, ocorrido em 1980 quando o homem regressava a casa após a sua base no Golã. Ambos eram cidadãos árabe-israelitas.

Originalmente condenados à prisão perpétua, a pena foi reduzida para 40 anos em 2012, por decisão do então presidente Shimon Peres. O marido cumpriu integralmente a pena e foi libertado em janeiro de 2023, com Karim a sair primeiro e Maher 15 dias depois.

Contexto

A morte de Younis volta a colocar em evidência o caso que é visto por muitos como símbolo da complexa relação entre comunidades árabe-israelitas e a ocupação israelita. A família de Bromberg tem exigido ao longo dos anos a retirada da cidadania a condenados.

A Fatah emitiu um comunicado pela WAFA, destacando a resistência de Younis e a sua dedicação à causa nacional. O texto transmitiu condolências à família, aos prisioneiros e ao povo palestiniano, reafirmando o compromisso com a luta pelos direitos nacionais.

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